Uma cena de horror marcou a sexta-feira (2) em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A jovem Kelli Amorim Ribeiro, de 28 anos, foi brutalmente assassinada a facadas dentro de sua própria casa. O crime, motivado por ciúmes segundo as investigações, foi testemunhado pelo filho de 3 anos da vítima.
Detalhes do crime chocante
O assassinato aconteceu no bairro Patagônia. De acordo com informações da Polícia Militar, a principal suspeita do crime é a atual namorada do ex-companheiro de Kelli. O capitão Isaac Azevedo, da 79ª Companhia Independente da PM, revelou que já havia ocorrido uma discussão entre as envolvidas na noite anterior ao homicídio.
Os militares foram acionados e encontraram Kelli já sem vida. Após isolarem o local, localizaram o carro da suspeita na região. A mãe da acusada, que estava dentro do veículo, colaborou com a polícia e informou onde a filha se encontrava.
Prisão e confissão da suspeita
A mulher, que não teve a identidade revelada, foi encontrada em uma residência no mesmo bairro do crime. Ela não resistiu à prisão e confessou o assassinato para os policiais militares no local. Atualmente, a suspeita está detida no Conjunto Penal Advogado Nilton Gonçalves, aguardando as próximas etapas do processo judicial.
A Polícia Civil segue com as investigações, tendo como linha principal a motivação por ciúmes do relacionamento da vítima com o ex-companheiro. Vizinhos informaram à imprensa local que Kelli morava na rua há muitos anos, enquanto a suspeita teria se mudado para o local há aproximadamente nove meses. As duas mulheres eram conhecidas e, segundo relatos, chegaram a ser amigas.
Vida interrompida e consequências da tragédia
Kelli Amorim Ribeiro trabalhava como recepcionista em uma clínica e tinha uma vida ativa na comunidade. Ela era participante de grupos de ciclismo da cidade, que posteriormente se uniram para prestar homenagem. A jovem deixou um grande vazio na família e entre amigos.
O velório aconteceu no sábado (3), na Igreja Batista Nova Sinai, no bairro Brasil, local que a vítima frequentava com a família. O sepultamento foi acompanhado por um cortejo com dezenas de pessoas, incluindo membros dos grupos de ciclismo.
A maior vítima colateral da tragédia é o filho de 3 anos de Kelli, que presenciou todo o ataque. Diante da situação, a criança agora está sob os cuidados da família paterna, que assume a responsabilidade de protegê-la e ajudá-la a superar o trauma.
O caso chocou a cidade de Vitória da Conquista e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher e os crimes passionais, que continuam a ceifar vidas e destruir famílias no Brasil.