Corpo de costureira desaparecida há nove meses é localizado em Apucarana
A tragédia que abalou a cidade de Apucarana, no norte do Paraná, chegou a um desfecho trágico após nove meses de buscas. Cíntia Cristina Silveira da Costa, uma costureira de 31 anos que deixou três filhas, foi encontrada morta em uma área de mata da cidade. Seu desaparecimento ocorreu no dia 25 de maio de 2025, quando ela saiu de uma festa na companhia de um homem que havia conhecido no local.
Suspeito confessou crime após prisão em Campinas
O corpo da vítima foi localizado após o suspeito, Emerson Michel Mourão da Conceição, também de 31 anos, confessar o crime à polícia. Ele estava preso desde novembro de 2025 e, durante interrogatório, indicou exatamente onde havia enterrado Cíntia. A delegada Luana Lopes, responsável pelo caso, confirmou que o corpo foi encontrado a menos de 50 metros do asfalto, em local de difícil acesso.
Segundo as investigações, Emerson trabalhava em uma empresa de confecção em Apucarana e apresentou um corte profundo nas mãos no dia seguinte ao desaparecimento. Ele pediu demissão logo após o crime e fugiu para Campinas, onde residia sua mãe. A polícia o prendeu em novembro, na porta de uma empresa onde trabalhava, ainda com o carro descrito por testemunhas e vestígios de sangue no veículo.
Detalhes do crime revelados em depoimento
Em depoimento, Emerson contou que saiu da festa com Cíntia e foram para sua casa. Após ingerir bebida alcoólica e usar drogas, ele adormeceu, mas foi acordado pela vítima, que pedia carona para ir embora. Uma discussão teria se iniciado quando ele se recusou a dirigir, alegando não estar em condições. Segundo o suspeito, Cíntia o ameaçou com uma faca, e ele, em defesa, teria se cortado antes de desferir três facadas nela.
O corpo foi enrolado em um edredom, colocado no porta-malas do carro e enterrado em local próximo à residência do suspeito. A delegada Luana Lopes afirmou que não restam dúvidas sobre a identidade da vítima, e o corpo foi encaminhado para exame de confronto genético com o DNA da mãe de Cíntia.
Investigação apontou para feminicídio
A polícia utilizou a quebra do sigilo telefônico para descobrir que Cíntia recebeu uma ligação durante a festa, por volta das 4h da madrugada, de um indivíduo que também estava no local. Dados telefônicos confirmaram que vítima e suspeito estiveram juntos na noite do desaparecimento.
Emerson vai responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A delegada destacou que ele não tem envolvimento em outros crimes e agiu sozinho. Durante a prisão, o suspeito não demonstrou surpresa e apenas pediu perdão à mãe, segundo relatos.
O caso chama atenção para a violência contra mulheres e a importância das investigações policiais em crimes de desaparecimento. A comunidade de Apucarana e a família de Cíntia, especialmente suas três filhas, aguardam agora os desdobramentos judiciais.
