Júri popular de corintiano acusado de matar esposa palmeirense com oito facadas é marcado para agosto
Corintiano vai a júri por matar esposa palmeirense com oito facadas

A Justiça de São Paulo definiu a data de 31 de agosto para o início do júri popular do empresário Leonardo Souza Ceschini, de 34 anos, acusado de assassinar sua esposa, a representante comercial Érica Fernandes Alves Ceschini, também de 34 anos, com oito golpes de faca. O crime brutal ocorreu em 31 de janeiro de 2021, após uma discussão motivada por uma rivalidade futebolística, já que ele é torcedor do Corinthians e ela do Palmeiras.

Detalhes chocantes do crime

O homicídio aconteceu no apartamento do casal, localizado no bairro São Domingos, na Zona Norte da capital paulista. Segundo as investigações, os dois filhos gêmeos do casal, que tinham aproximadamente 2 anos na época, presenciaram toda a cena do crime. Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem gritos vindos do imóvel.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Érica caída no chão da cozinha, já sem vida e ensanguentada. Leonardo também estava ferido. Inicialmente, ele tentou alegar que a esposa havia cometido suicídio após tê-lo esfaqueado, mas posteriormente confessou o assassinato.

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Confissão e motivação fútil

Em sua confissão, o acusado admitiu que desferiu três facadas no peito da vítima, quatro nas costas e uma em uma das pernas. Ele justificou o ato afirmando que agiu em legítima defesa, após Érica tê-lo cortado com a faca durante a discussão. No entanto, reconheceu que as "desavenças devido a cada um ser torcedor de time de futebol diferente" foram o estopim do conflito.

O crime ocorreu no dia seguinte à final da Copa Libertadores de 2021, quando o Palmeiras sagrou-se campeão ao vencer o Santos por 1 a 0. A discussão entre o casal teria sido motivada por essa conquista esportiva.

Processo judicial e acusações

Leonardo Ceschini responde em liberdade pelo crime de homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel. O Ministério Público destacou em sua denúncia que o acusado "agiu valendo-se de motivo fútil, qual seja, simples discussão familiar fomentada por rixa esportiva".

O órgão também ressaltou a crueldade do crime, já que a vítima "foi atingida por diversas facadas, suportando sofrimento atroz e desnecessário". A pena para esse tipo de assassinato pode chegar a 30 anos de prisão, caso haja condenação.

Julgamento marcado

O julgamento está programado para começar às 12h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Sete jurados populares decidirão se o réu deve ser condenado ou absolvido, cabendo ao juiz a aplicação da pena ou da sentença final.

O advogado Epaminondas Gomes de Farias, que representa os interesses da família de Érica, declarou: "Os familiares continuam aguardando ansiosos o dia que de fato ele [Leonardo] enfrente o Tribunal do Júri. E que ao final seja condenado".

Contexto familiar e investigações paralelas

Após o crime, a guarda dos filhos gêmeos ficou com os avós maternos das crianças. A família da vítima ainda enfrenta outras complicações: a Polícia Civil investiga se o sogro de Érica furtou diversos pertences do apartamento do casal durante o velório e sepultamento da representante comercial.

Entre os itens supostamente subtraídos estão o carro da vítima, duas televisões, um micro-ondas, diversos eletroeletrônicos e joias. A família gravou um vídeo para denunciar esse segundo crime, que está sendo apurado separadamente.

O caso chama atenção não apenas pela violência extrema, mas também por demonstrar como rivalidades esportivas, quando levadas ao extremo, podem ter consequências trágicas no âmbito familiar. A sociedade aguarda com expectativa o desfecho deste julgamento que mistura paixão futebolística e violência doméstica.

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