Justiça condena a 26 anos autor de feminicídio em ONG de Jaboatão dos Guararapes
Condenação por feminicídio em Jaboatão: 26 anos de prisão

Justiça condena a 26 anos autor de feminicídio em ONG de Jaboatão dos Guararapes

A Justiça de Pernambuco condenou Ewanderson João da Silva, de 37 anos, a 26 anos e oito meses de prisão pelo crime de feminicídio. Ele foi considerado culpado por matar a ex-namorada Simone Cosme Menezes, de 42 anos, dentro da ONG onde ela trabalhava, em janeiro de 2025, no bairro de Sucupira, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Julgamento e sentença

O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Henrique Capitulino, em Prazeres, com júri popular. A sessão começou às 9h40 e a sentença foi proferida às 17h, presidida pelo juiz Otávio Ribeiro Pimentel, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Foram ouvidas quatro testemunhas, sendo três de acusação e uma de defesa, além do próprio réu.

Parentes e amigos de Simone acompanharam o júri, levando cartazes em busca de justiça não apenas para ela, mas também por outras mulheres vítimas de violência. Eles expressaram alívio e esperança de que a condenação sirva como um exemplo no combate à violência de gênero.

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Detalhes do crime

O feminicídio aconteceu por volta das 12h30 do dia 29 de janeiro de 2025, na sede da ONG “Núcleo de Apoio Ativa Social”. Simone foi morta com três facadas em um ataque que, segundo a polícia, foi cometido sem chance de defesa para a vítima. Testemunhas relataram que:

  • Simone e Ewanderson tiveram um relacionamento de aproximadamente três meses, que terminou pouco antes do crime.
  • O acusado não aceitava o fim da relação e vinha tentando retomar o contato.
  • Uma semana antes do feminicídio, Ewanderson foi até a ONG para tentar reatar o namoro e levou flores, mas Simone recusou.
  • No dia do crime, ele entrou na instituição durante os intervalos de almoço da equipe, quando a vítima estava sozinha.

Na madrugada de 30 de janeiro, Ewanderson foi preso e conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, mantendo-o detido até o julgamento.

Impacto e contexto

Este caso destaca a gravidade da violência contra mulheres no Brasil, especialmente em situações de relacionamentos abusivos. A condenação reforça a importância da aplicação rigorosa da lei em crimes de feminicídio, que muitas vezes são premeditados e ocorrem em locais onde as vítimas deveriam estar seguras.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) enfatizou que a pena deve ser cumprida em regime inicial fechado, assegurando que o réu não represente uma ameaça à sociedade. A decisão judicial é vista como um passo significativo na luta pelos direitos das mulheres e na promoção de uma cultura de respeito e igualdade.

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