Homem condenado a 13 anos por tentativa de feminicídio filmado em Marabá
Condenação a 13 anos por agressão filmada em Marabá

Homem é condenado a 13 anos de prisão após ser filmado agredindo ex-mulher em Marabá

O Tribunal do Júri de Marabá, no sudeste do Pará, condenou Jonathan Alves Barros Nogueira a uma pena de 13 anos, 8 meses e 3 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de tentativa de feminicídio e lesão corporal. A sentença, que será cumprida no presídio local, foi proferida nesta semana após um julgamento que analisou um caso que chocou a cidade em dezembro de 2024.

Detalhes do crime que viralizou nas redes sociais

O réu foi filmado agredindo sua ex-mulher com uma faca dentro de uma lanchonete instalada em uma loja de departamentos, no núcleo Cidade Nova de Marabá. As imagens, que circularam amplamente nas redes sociais, mostram a vítima sendo atacada na frente de clientes, em um ato de violência que gerou comoção pública.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, a ex-mulher de Jonathan prestou um depoimento emocionante aos jurados, relatando os momentos de violência vividos no dia do crime. Seu testemunho foi crucial para a compreensão dos fatos e para a formação da convicção dos jurados.

Testemunhas e intervenção policial no local

Além da vítima, foram ouvidas no julgamento a delegada responsável pelo atendimento da ocorrência e a policial penal que interveio para conter as agressões. A policial afirmou ter efetuado disparos para cessar a violência, destacando a gravidade da situação e a necessidade de ação imediata para proteger a vítima.

Essas testemunhas forneceram detalhes adicionais sobre o contexto do crime e as circunstâncias que envolveram o episódio, enriquecendo o processo com informações sobre a resposta das autoridades e a dinâmica do ataque.

Debates entre acusação e defesa durante o julgamento

A acusação sustentou firmemente a condenação por tentativa de feminicídio qualificado, argumentando que o crime foi cometido com violência e em um contexto de violência doméstica, agravantes que justificam a severidade da pena. Por outro lado, a defesa pediu o afastamento desses agravantes, alegando que não houve intenção clara de matar, embora tenha reconhecido a gravidade do crime e seus impactos.

Após intensos debates entre as partes, os sete jurados se reuniram para votar, deliberando sobre a culpabilidade do réu e a aplicação da pena. A sentença foi lida ainda no mesmo dia pela juíza responsável pelo caso, marcando o fim de um processo judicial que atraiu atenção significativa na região.

Recurso da defesa e cumprimento da pena

A defesa de Jonathan Alves Barros Nogueira já informou que vai recorrer da decisão, buscando revisar aspectos da condenação. Enquanto isso, a pena de 13 anos, 8 meses e 3 dias de prisão em regime fechado deverá ser cumprida no presídio de Marabá, conforme determinado pelo Tribunal do Júri.

Este caso serve como um alerta sobre a violência doméstica e a importância da justiça em combater crimes como o feminicídio, especialmente em episódios que se tornam públicos e sensibilizam a comunidade.