Uma jovem grávida e seu companheiro foram encontrados mortos dentro de sua residência em Praia Grande, no litoral de São Paulo, em um caso que chocou a vizinhança e está sob investigação da Polícia Civil. Os corpos de Jade Muniz e João Batista Morais, de 30 anos, foram descobertos na quinta-feira (5), em estado avançado de decomposição, após moradores relatarem um forte odor vindo da casa localizada na Rua Rocha Pombo, no bairro Trevo.
Agressão testemunhada dias antes das mortes
Um vizinho, que preferiu não se identificar, contou à TV Tribuna, afiliada da Globo, que presenciou uma cena de violência entre o casal no sábado (28), dias antes dos corpos serem achados. Segundo ele, João Batista Morais agrediu Jade Muniz com murros na rua, próximo a um bar. “Ele deu murro nela logo ali na esquina. Aí eu fiquei olhando, quando chegou ali mais embaixo, ele deu uma sequência de golpes”, relatou o homem.
Intervenção do vizinho na briga
O mesmo vizinho afirmou que decidiu intervir após a segunda agressão, separando o casal e questionando o motivo da violência. De acordo com seu depoimento, João tentou justificar os atos, dizendo que havia conhecido Jade como garota de programa e duvidava que o filho que ela carregava fosse dele. “Ele queria saber de quem era o filho, ela falou que era dele. Então eu separei os dois, falei que não era para ele bater mais nela e eles seguiram”, explicou.
Descoberta dos corpos e investigação policial
Os corpos foram encontrados por um morador que, ao sentir o odor forte, entrou na casa após autorização do proprietário, que alugava o imóvel para o casal. A Polícia Militar foi acionada e, no local, João foi encontrado enforcado, enquanto Jade estava no chão, coberta por um cobertor. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes, e a perícia foi chamada para analisar a cena.
Detalhes do caso e suspeitas
O vizinho que testemunhou a agressão acredita que as mortes ocorreram no mesmo dia da briga, pois o casal não foi mais visto após o incidente. “Fiquei dois dias sem trabalhar e fiquei sentado na frente olhando o movimento. E, eles não apareceram, nenhum dos dois”, lamentou. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como morte suspeita e suicídio no 3º DP de Praia Grande, com diligências em andamento para esclarecer os fatos.
Uma familiar de João forneceu informações pessoais que ajudaram a confirmar as identidades, já que documentos não foram localizados devido ao estado dos corpos. A polícia preserva detalhes devido à natureza da ocorrência, mas continua investigando as circunstâncias que levaram a essa tragédia.



