Cantor João Lima é investigado por agressões à esposa Raphaella Brilhante na Paraíba
Cantor João Lima agride esposa Raphaella Brilhante em vídeos

Cantor João Lima é investigado por violência doméstica contra esposa Raphaella Brilhante

O caso de violência doméstica envolvendo o cantor paraibano João Lima e sua esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante, tem repercutido intensamente em todo o Brasil desde o último sábado, dia 24. A divulgação de vídeos que mostram as agressões cometidas pelo artista contra a companheira gerou comoção nacional e levou a vítima a quebrar o silêncio publicamente.

Vítima rompe silêncio e confirma agressões sofridas

Raphaella Brilhante, que possui mais de 600 mil seguidores em uma única rede social, publicou um emocionante relato nas suas plataformas digitais confirmando pela primeira vez as violências sofridas. Em suas palavras, ela descreve estar enfrentando "uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história", acrescentando que "não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém".

A médica, visivelmente abalada, destacou em seu depoimento que "nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida", reforçando que todas as medidas legais estão sendo tomadas com o devido respeito à Justiça. Ela explicou ainda que seu silêncio inicial não foi por covardia, mas sim "instinto de sobrevivência" e uma tentativa de "juntar os pedaços antes de conseguir falar".

Investigações policiais em andamento na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba confirmou que as investigações sobre o caso estão em pleno andamento, mas optou por não divulgar detalhes específicos, uma vez que as diligências seguem em curso. Raphaella Brilhante procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em João Pessoa, onde registrou um Boletim de Ocorrência no mesmo sábado e solicitou formalmente à Justiça a concessão de medidas protetivas urgentes.

Segundo informações da advogada da vítima, Dayane Carvalho, as agressões teriam começado durante a lua de mel do casal, que ocorreu em novembro de 2025, há apenas dois meses. Curiosamente, durante os dois anos de namoro que antecederam o casamento, não houve registros de qualquer episódio de violência doméstica.

Detalhes reveladores sobre as agressões registradas

As câmeras de segurança internas da residência do casal capturaram momentos cruciais das agressões, que posteriormente foram divulgados nas redes sociais. A advogada Dayane Carvalho revelou ainda um dado alarmante: em um dos episódios registrados, o casal já estava separado, após Raphaella ter pedido um tempo no relacionamento.

Nesse período delicado, a médica havia retornado a morar com os pais, mas ainda não havia revelado a ninguém as agressões que vinha sofrendo. Este detalhe ilustra a complexidade e o sofrimento silencioso que muitas vítimas de violência doméstica enfrentam antes de conseguirem buscar ajuda.

Repercussão nacional e ausência de pronunciamento do acusado

O caso ganhou dimensões nacionais rapidamente, com a imprensa tentando contato com a assessoria de imprensa do cantor João Lima. Até o momento da última atualização disponível, não houve qualquer retorno ou pronunciamento oficial por parte do artista ou de sua equipe.

Vale destacar que João Lima é neto do renomado forrozeiro paraibano Pinto do Acordeon, falecido em 2020 aos 72 anos vítima de câncer. Este aspecto familiar adiciona uma camada adicional de complexidade ao caso que chocou o estado da Paraíba e todo o Brasil.

Importância da denúncia e canais de ajuda disponíveis

O caso de Raphaella Brilhante serve como um triste lembrete da importância de denunciar situações de violência contra a mulher. No Brasil, existem diversos canais disponíveis para este fim, incluindo o Disque Denúncia da Polícia Civil pelo número 197, a Central de Atendimento à Mulher através do 180, e o Disque Denúncia da Polícia Militar pelo 190 para casos de emergência imediata.

Raphaella encerrou seu relato com uma mensagem poderosa: "Se tudo isso que estou vivendo puder servir para que alguém reconheça um limite, para que alguém entenda que violência não é amor, para que alguém perceba que ainda há tempo de ir embora, então essa dor encontra um sentido maior". Suas palavras ecoam como um alerta importante sobre os ciclos de violência doméstica e a necessidade de rompê-los.