Campinas registra aumento de estupros em fevereiro, com maioria envolvendo crianças
Aumento de estupros em Campinas preocupa autoridades

Campinas enfrenta aumento alarmante de casos de estupro, com foco em crianças e adolescentes

A Polícia Civil de Campinas, no interior de São Paulo, divulgou dados preocupantes sobre a criminalidade no mês de fevereiro. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), houve um aumento nos registros de estupro na cidade, com 27 casos reportados, contra 25 no mesmo período do ano anterior.

Maioria dos casos envolve violência sexual contra menores

Dentre os 27 casos de violência sexual registrados em fevereiro, 17 deles foram classificados como estupro de vulnerável. Este crime ocorre quando a vítima é uma criança ou adolescente com menos de 14 anos, situação que acende um alerta vermelho para a proteção infantil na região.

Os números foram divulgados no início da noite desta terça-feira, 31 de março, e destacam uma tendência preocupante, mesmo diante de quedas em outras categorias criminais.

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Queda em homicídios e crimes contra o patrimônio

Em contraste com o aumento dos estupros, as estatísticas criminais de fevereiro apresentaram uma redução nos homicídios dolosos. Foram registrados cinco assassinatos, contra seis no mesmo período de 2025.

Os chamados crimes contra o patrimônio também tiveram quedas significativas:

  • Roubos em geral: caíram de 322 para 219 casos.
  • Roubo de veículos: redução de 75 para 54 registros.
  • Roubo de cargas: diminuição expressiva, de cinco para apenas um caso.
  • Furtos em geral: baixaram de 1.340 para 1.185 ocorrências.
  • Furto de veículos: redução de 321 para 253 registros.

Não houve contabilização de roubos a banco durante o período analisado.

Proteção infantil e sinais de alerta

Diante do aumento nos casos de estupro de vulnerável, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais de abuso sexual infantil. Mudanças comportamentais repentinas, medo excessivo de certas pessoas ou lugares, e conhecimento sexual inadequado para a idade são alguns dos indicadores que demandam atenção.

A delegada responsável por casos de violência contra a mulher em Campinas já havia destacado em entrevistas anteriores a gravidade desses crimes, mencionando que guarda fotos de vítimas de feminicídio como lembrete do trabalho que precisa ser feito.

Além disso, dados complementares mostram que o número de mulheres vítimas de violência acolhidas por casas abrigo na cidade cresceu 12,5%, indicando que a violência de gênero continua sendo um desafio significativo para as autoridades locais.

As estatísticas servem como um chamado à ação para que políticas públicas mais eficazes sejam implementadas, focando especialmente na proteção das crianças e adolescentes, que representam a maioria das vítimas nos casos de violência sexual registrados em Campinas.

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