Ato Público em Volta Redonda Reúne Sociedade Contra Violência à Mulher e Caso de Tentativa de Feminicídio
Ato em Volta Redonda Combate Violência à Mulher e Caso Grave

Ato Público em Volta Redonda Mobiliza Sociedade no Combate à Violência Contra Mulheres

Um ato público de combate à violência contra a mulher ocorreu na tarde desta terça-feira, 27 de agosto, na Praça Sávio Gama, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O evento reuniu representantes do poder público, forças de segurança, organizações da sociedade civil e contou com um expressivo apoio da população local. A iniciativa teve como objetivo central destacar o crescente número de casos de violência de gênero registrados na região e em todo o país, incluindo agressões físicas, ameaças, feminicídios e tentativas de assassinato.

Caso Grave de Tentativa de Feminicídio Abala a Comunidade

Durante o ato, foi lembrado um caso recente e chocante que ocorreu na noite da última quarta-feira, 21 de agosto. Uma mulher de 36 anos foi baleada na frente dos próprios filhos pelo ex-companheiro, que é policial militar do 23º Batalhão da PM de São Paulo. O episódio foi registrado como tentativa de feminicídio e está sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda.

A cunhada da vítima, que participou do ato público, expressou revolta e anseio por justiça. "O sentimento é de querer justiça, de revolta pela minha cunhada que foi vítima de uma tentativa de feminicídio, apesar de já ter uma medida protetiva", declarou ela, enfatizando a gravidade da situação mesmo com medidas legais de proteção em vigor.

Condição da Vítima e Alertas Sobre a Violência Crescente

A mulher baleada foi socorrida por familiares e deu entrada em estado grave no Hospital São João Batista, onde passou por cirurgia de emergência. Na manhã desta terça-feira, a unidade médica informou que a paciente está estável e apresenta melhora clínica, mas ainda requer cuidados especiais para recuperação completa.

No evento, participantes questionaram a insegurança vivida por mulheres no dia a dia. "Estamos aqui para que isso não aconteça mais. Para que mulheres não sejam mais vítimas. Até quando nós teremos que ter medo de andar na rua, de ter um companheiro, ou até mesmo, de ter nossas rotinas normais?", indagou uma das presentes, refletindo o clima de apreensão e mobilização.

Dados Alarmantes e Canais de Denúncia

O país registrou um recorde no crescimento de casos de feminicídio e violência contra a mulher no último ano, com aproximadamente quatro mulheres mortas por dia em 2025. A delegada Juliana Montes, responsável pelo caso em investigação, destacou a importância de denúncias acessíveis. "Nós temos diversas formas de denúncias, não só comparecer fisicamente a delegacia que, eu sei que às vezes, por muitos motivos, pode ser difícil para algumas mulheres", explicou ela.

As vítimas de violência podem buscar ajuda por meio de canais como o Disque 180, aplicativos como Maria da Penha e Rede Mulher, além do 190 para emergências. Esses recursos visam facilitar o acesso a suporte e proteção, especialmente em situações de risco iminente.

Reflexões Sobre Feminicídio e Mobilização Contínua

O ato em Volta Redonda serviu como um momento de reflexão sobre a definição e gravidade do feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de mulheres motivado por questões de gênero. A mobilização reforça a necessidade de ações conjuntas entre sociedade e autoridades para prevenir novas tragédias e promover a segurança feminina.

Com a participação ativa da comunidade, o evento evidenciou um compromisso coletivo em enfrentar a violência doméstica e urbana, buscando justiça para as vítimas e mudanças sociais profundas. A continuidade dessas iniciativas é vista como crucial para reduzir os índices alarmantes e garantir um ambiente mais seguro para todas as mulheres.