Amapá registra aumento alarmante de feminicídios em 2025; quatro mulheres são assassinadas em 13 dias
Amapá: feminicídios aumentam em 2025; quatro mortes em 13 dias

Amapá registra aumento alarmante de feminicídios em 2025; quatro mulheres são assassinadas em 13 dias

O Amapá enfrenta uma escalada preocupante da violência de gênero, com dados divulgados pela Rede Amazônica revelando um aumento significativo nos casos de feminicídio. Em 2025, o estado registrou nove ocorrências deste crime hediondo, um número que representa um crescimento expressivo em comparação aos apenas dois casos contabilizados no ano anterior, 2024. Este cenário sombrio ganhou contornos ainda mais dramáticos no início de 2026, quando, em um intervalo de apenas 13 dias, quatro mulheres foram brutalmente assassinadas nas cidades de Macapá e Santana, reforçando o alerta sobre a vulnerabilidade feminina e a urgência de políticas públicas eficazes.

Os casos que chocaram o Amapá em março de 2026

Os crimes, ocorridos nos dias 9, 15, 18 e 22 de março, expõem padrões de violência extrema e ocorrência em locais públicos, gerando comoção e indignação na população. A seguir, um resumo detalhado de cada tragédia:

  1. 9 de março de 2026 – Ana Paula Viana Rodrigues, 19 anos, Santana: A jovem foi encontrada morta dentro da loja onde trabalhava, no centro de Santana. As investigações apontam que a vítima foi estrangulada. O suspeito foi preso durante uma ação conjunta da segurança pública, mas o caso segue sob apuração.
  2. 15 de março de 2026 – Márcia Loureiro Dias, 40 anos, Macapá: Márcia foi perseguida e morta a facadas em uma via pública no bairro Açaí, Zona Norte de Macapá. O companheiro dela, Adrielson Costa dos Santos, foi identificado como suspeito e preso em flagrante, evidenciando um caso de violência doméstica com desfecho fatal.
  3. 18 de março de 2026 – Juciele de Souza Moraes, 35 anos, Santana: Juciele foi atacada a facadas pelo ex-marido em frente ao Fórum de Santana, momentos antes de participar de uma audiência judicial. O crime, cometido em plena luz do dia, gerou grande comoção e mobilização popular. O agressor foi contido por testemunhas e preso em flagrante pela Polícia Militar.
  4. 22 de março de 2026 – Camila Cardoso dos Santos, 37 anos, Santana: Camila foi abordada na Ilha de Santana durante o retorno para casa. Após uma breve discussão, o agressor desferiu golpes de faca e, em seguida, utilizou um pedaço de madeira para agredir a vítima, com ênfase em atingir o rosto. O suspeito fugiu do local e, até o momento, não foi localizado pelas autoridades.

Padrões comuns e investigações em andamento

Os casos apresentam características alarmantes que merecem atenção especial:

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  • Violência extrema: Todos os ataques foram brutais, envolvendo o uso de facas ou estrangulamento, métodos que demonstram uma intenção clara de causar a morte.
  • Locais públicos ou de grande circulação: Os crimes ocorreram em ambientes como o Fórum, estabelecimentos comerciais e vias públicas, o que aumenta o sentimento de insegurança na comunidade.
  • Vulnerabilidade das vítimas: As mulheres foram surpreendidas durante suas rotinas diárias e estavam desarmadas, sem condições de se defender dos agressores.
  • Investigações em andamento: A Polícia Civil do Amapá conduz as apurações de todos os casos, buscando elucidar as circunstâncias e garantir que os responsáveis sejam penalizados conforme a lei.

O g1 entrou em contato com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá para obter mais informações sobre as medidas adotadas para conter essa onda de violência, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. A falta de posicionamento oficial reforça a necessidade de transparência e ações concretas para proteger as mulheres no estado.

Contexto estatístico e alerta social

O aumento de feminicídios no Amapá, de dois casos em 2024 para nove em 2025, representa um crescimento de 350%, um dado que deve ser analisado com seriedade por gestores públicos e pela sociedade como um todo. Este cenário coloca o estado em uma posição de destaque negativo no que se refere à violência de gênero no Brasil, exigindo políticas de prevenção, acolhimento às vítimas e punição exemplar aos agressores.

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Os recentes assassinatos em março de 2026 servem como um triste lembrete de que os números não são meras estatísticas, mas refletem vidas interrompidas de forma violenta e prematura. A comoção gerada por esses crimes deve se transformar em mobilização para exigir justiça e segurança, garantindo que o Amapá possa reverter essa tendência alarmante e oferecer um ambiente mais seguro para todas as mulheres.