Famílias denunciam agressões e ameaças constantes contra alunos em escola de Porto Ferreira
Agressões e ameaças contra alunos em escola de Porto Ferreira

Famílias denunciam agressões e ameaças constantes contra alunos em escola de Porto Ferreira

Famílias de quatro alunos da Escola Estadual Dr. Djalma Forjaz, localizada em Porto Ferreira, no interior de São Paulo, estão denunciando casos recorrentes de violência dentro do ambiente escolar. As queixas incluem ameaças graves, agressões físicas e humilhações que têm afetado profundamente as crianças envolvidas. Até o momento, três dos estudantes já tiveram a transferência para outras instituições de ensino autorizada, mas os responsáveis continuam a cobrar medidas efetivas contra os agressores, com o objetivo de evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer com outros colegas.

Relatos detalhados de violência e terror

Uma mãe, que preferiu manter o anonimato para proteger a identidade do filho, relatou que o menino de 11 anos, aluno do sexto ano, viveu verdadeiros dias de terror na escola. Segundo ela, a criança teria sofrido empurrões, chutes e até mesmo teve o tênis rasgado durante as agressões. A família, diante da gravidade da situação, registrou um boletim de ocorrência e acionou o Conselho Tutelar da cidade.

"Ele chegava chorando em casa, dizendo que iam matar ele de tanto bater. Procurei a escola, mas a diretora falou que era brincadeira. Mas o meu filho não gosta desse tipo de brincadeira, isso é agressão", afirmou a mãe, emocionada. A criança foi transferida para outra escola da rede estadual, mas mesmo assim, a responsável insiste na necessidade de providências mais amplas. "Eu como mãe, eu espero que tenha justiça, que as autoridades venham façam investigações nessa escola para que nenhuma criança venha passar pelo que meu filho passou. Inclusive, eu vou ter que passar o meu filho até em psicólogo", completou.

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Outros casos similares na mesma instituição

A avó de outro aluno envolvido relatou uma situação semelhante, apontando que os mesmos estudantes estariam por trás dos ataques. De acordo com seu depoimento, no primeiro dia de aula, o material escolar do neto foi jogado no lixo. "No segundo dia de aula, disseram que iam espancar quatro crianças, que são meus dois netos e dois coleguinhas. [Disseram que] enquanto eles não ficassem no chão ensanguentados, eles não iam parar", contou a avó, visivelmente abalada.

Ela solicitou a transferência dos netos, mas um deles ainda está assustado com a violência sofrida, demonstrando os impactos psicológicos que tais experiências podem causar nas vítimas. Esses relatos destacam um padrão preocupante de comportamento agressivo e intimidador dentro da escola.

Posicionamento das autoridades e medidas adotadas

Em nota oficial, a Unidade Regional de Ensino de Pirassununga, responsável pela gestão da escola, informou que os alunos envolvidos nos incidentes foram devidamente identificados e que os pais foram convocados para reuniões. A unidade classificou o caso como pontual e mencionou que um dos estudantes já solicitou transferência, com o pedido em andamento.

Além disso, a unidade pediu reforço da ronda escolar e afirmou que ações de prevenção e combate ao bullying serão intensificadas, visando criar um ambiente mais seguro para todos os alunos. No entanto, a EPTV, afiliada da TV Globo, questionou a Secretaria Estadual da Educação sobre quais medidas específicas estão sendo adotadas em relação aos agressores, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Atuação do Conselho Tutelar

O Conselho Tutelar de Porto Ferreira informou que recebeu a notificação por parte de uma das mães, que solicitou à unidade regional de ensino de Pirassununga uma vaga para o aluno em outra instituição. Em relação aos alunos que cometeram os atos de bullying, o conselho está no processo de identificação e acionamento dos pais para comparecimento ao órgão, com o objetivo de tomar as providências cabíveis.

Essa situação evidencia a importância de uma resposta coordenada entre escola, famílias e autoridades para enfrentar a violência escolar e proteger o bem-estar dos estudantes, garantindo que o ambiente educativo seja um espaço de segurança e respeito para todos.

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