Adolescente de 17 anos é assassinada a tiros em Arez; ex-companheiro se entrega e é preso
Uma tragédia chocou a cidade de Arez, na Grande Natal, quando a adolescente Emilly Menezes, de apenas 17 anos, foi assassinada a tiros enquanto dormia na casa dos avós. O crime ocorreu na madrugada da última quinta-feira (5), entre 1h e 2h, e o principal suspeito, seu ex-companheiro, foi preso nesta segunda-feira (9) após se entregar às autoridades.
Detalhes do crime brutal
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito invadiu a residência onde Emilly estava e efetuou quatro disparos contra a jovem, que morreu no local. A avó da vítima, de 55 anos, também foi atingida durante o ataque e precisou ser submetida a uma cirurgia no Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim. A polícia informou que havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte contra o homem, cujo nome não foi divulgado.
Histórico de violência no relacionamento
Segundo relatos da família, Emilly mantinha um relacionamento de aproximadamente três anos com o suspeito. Recentemente, a adolescente havia deixado a casa onde vivia com o ex-namorado e retornado para morar com os avós. Parentes afirmaram que o casal tinha um histórico de discussões e brigas frequentes, e que Emilly já teria sido agredida pelo ex-companheiro em outras ocasiões. A mudança para a casa dos avós pode ter sido uma tentativa de se afastar da situação de violência.
Investigações em andamento
A Polícia Civil destacou que as investigações seguem em curso para o "completo esclarecimento do caso". A prisão do suspeito, que se entregou voluntariamente, representa um passo importante, mas as autoridades continuam a coletar evidências e depoimentos para entender todas as circunstâncias que levaram ao crime. O caso reforça preocupações sobre violência doméstica e a vulnerabilidade de jovens em relacionamentos abusivos.
Este trágico incidente em Arez serve como um alerta para a necessidade de medidas mais eficazes de proteção e apoio às vítimas de violência, especialmente em comunidades menores onde tais crimes podem passar despercebidos. A família e amigos de Emilly agora aguardam justiça enquanto lidam com a perda irreparável.



