Homem condenado a 58 anos por feminicídio brutal com mais de 20 facadas em Ibitinga
58 anos de prisão por feminicídio com 20 facadas em Ibitinga

Condenação histórica: 58 anos de prisão por feminicídio brutal em Ibitinga

Um homem foi condenado a 58 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato da esposa, Maria Aparecida da Silva Gonçalves, de 55 anos, ocorrido em novembro de 2024, na cidade de Ibitinga, interior de São Paulo. A sentença, publicada nesta terça-feira (27) pelo Tribunal do Júri, representa um marco na luta contra a violência de gênero na região.

Brutalidade do crime choca a comunidade local

O crime foi classificado como feminicídio por motivo fútil, com meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Maria Aparecida foi atacada com aproximadamente 25 golpes de faca, concentrados principalmente na região do pescoço, conforme detalhado no laudo pericial. A decisão judicial destacou a multiplicidade de lesões e sua localização, que sugerem violência intensa e reiterada, com indícios claros de tentativa de defesa por parte da vítima.

Motivação do crime: separação e divisão de imóvel

De acordo com as investigações do Ministério Público, dias antes do trágico episódio, Maria Aparecida havia expressado o desejo de se separar e dividir o imóvel onde residia com o companheiro. Ela propôs que cada um ficasse de um lado da casa, mas o condenado não aceitou a decisão, tornando-se progressivamente mais agressivo. Este contexto reforça o caráter de feminicídio, evidenciando como conflitos domésticos podem escalar para violência extrema.

Detalhes do caso que abalaram Ibitinga

Maria Aparecida foi encontrada morta dentro da própria residência no dia 25 de novembro de 2024. A Polícia Militar relatou que a vítima apresentava cortes profundos no pescoço, e testemunhas informaram ter ouvido uma discussão acalorada pouco antes do crime. No local, os agentes encontraram uma faca de cozinha ao lado do corpo, instrumento utilizado no ataque brutal. O magistrado Igor Canale Peres Montanher, ao proferir a sentença, enfatizou a gravidade dos fatos e a necessidade de uma punição exemplar para crimes dessa natureza.

Este caso serve como um alerta sombrio sobre os riscos da violência doméstica e a importância de mecanismos de proteção às mulheres. A condenação de 58 anos reflete o compromisso do sistema judiciário em combater o feminicídio, enviando uma mensagem clara de que atos tão cruéis não serão tolerados. A comunidade de Ibitinga e região segue em luto, enquanto debates sobre prevenção e apoio às vítimas ganham força no cenário local.