Vítimas do criminoso sexual Jeffrey Epstein estão processando o governo dos Estados Unidos e a empresa de tecnologia Google, alegando que ambas as entidades foram cúmplices nos abusos cometidos pelo financista. As ações judiciais foram protocoladas em tribunais americanos, acusando o governo de não proteger as vítimas e o Google de lucrar com a exploração sexual.
Investigações no Reino Unido
Paralelamente, a polícia britânica anunciou, nesta terça-feira (19), que está investigando duas denúncias separadas de violência sexual contra menores no Reino Unido. Os casos teriam ocorrido nas décadas de 1980 e 1990 e estão relacionados a Epstein. As investigações surgem meses após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar documentos referentes ao financista, que foi encontrado morto na cadeia em 2019.
Uma das investigações diz respeito a incidentes ocorridos em Surrey, no sudoeste de Londres, e Berkshire, no oeste da capital, entre meados da década de 1990 e 2000. A outra se concentra no período entre meados e o final da década de 1980 no oeste de Surrey. Ninguém foi preso até o momento.
Apelo por testemunhas
Em fevereiro, a polícia de Surrey fez um apelo por testemunhas após a divulgação de documentos editados pelo Departamento de Justiça dos EUA, contendo denúncias de tráfico humano e abusos sexuais contra um menor entre 1994 e 1996 na vila de Virginia Water, em Surrey.
As novas ações judiciais nos EUA buscam responsabilizar o governo e o Google por não impedirem os crimes de Epstein, que mantinha uma rede de tráfico sexual de menores. O Google é acusado de veicular anúncios que promoviam a exploração sexual.



