Vale do Paraíba registra recorde histórico de estupros em 2025, com 863 casos
Vale do Paraíba tem recorde de estupros em 2025, 863 casos

Vale do Paraíba fecha 2025 com recorde histórico de estupros, segundo dados da SSP

Os números divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública nesta sexta-feira revelam uma situação alarmante no Vale do Paraíba. Em 2025, a região registrou um total de 863 casos de estupro, o maior volume em um único ano desde o início da série histórica, que começou em 2001.

Alta de 6,5% em relação a 2024 e superação de recorde anterior

Os dados mostram que houve um aumento significativo de 6,5% na comparação com 2024, quando foram contabilizados 810 casos. O número atual supera inclusive o recorde anterior, estabelecido em 2019, com 842 registros. Isso significa que, em média, ocorreu um estupro a cada 10 horas ao longo do ano passado na região.

São José dos Campos lidera ranking de cidades com mais casos

A cidade de São José dos Campos aparece no topo da lista, com 209 casos registrados entre janeiro e dezembro de 2025. Em segundo lugar, está Jacareí, com 107 ocorrências, seguida por Caraguatatuba, no Litoral Norte, com 68 casos. O ranking completo das dez cidades com mais registros inclui:

  • São José dos Campos: 209 casos
  • Jacareí: 107 casos
  • Caraguatatuba: 68 casos
  • Taubaté: 52 casos
  • Ubatuba: 46 casos
  • São Sebastião: 43 casos
  • Ilhabela: 39 casos
  • Pindamonhangaba: 38 casos
  • Guaratinguetá: 34 casos
  • Campos do Jordão: 33 casos

Canais de denúncia e apoio às vítimas de violência sexual

Diante desse cenário preocupante, é fundamental que a população conheça os canais disponíveis para denunciar casos de violência sexual e buscar ajuda. As vítimas ou testemunhas podem recorrer a:

  • Polícia Militar - 190: para situações de risco imediato
  • Samu - 192: em casos que exigem socorro urgente
  • Delegacias especializadas no atendimento a crianças ou mulheres
  • Qualquer delegacia de polícia
  • Disque 100: serviço anônimo para denúncias de violações de direitos humanos
  • Conselho Tutelar: presente em todas as cidades, com capacidade de investigação e apoio policial
  • Profissionais de saúde: obrigados a fazer notificação compulsória em suspeitas de violência
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008
  • Ministério Público

Esses dados reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes e campanhas de conscientização para combater a violência sexual na região, garantindo segurança e apoio às vítimas.