Suspeito de feminicídio contra mulher trans é preso em Alagoas após crime brutal
A Polícia Civil de Alagoas efetuou a prisão do principal suspeito de assassinar Bianca Costureira, uma mulher trans de 50 anos, com 25 golpes de faca. O crime ocorreu no dia 25 de janeiro deste ano, na cidade de Porto Calvo, localizada no interior do estado.
Detalhes do crime e prisão do acusado
O suspeito, que não teve o nome divulgado pelas autoridades, foi preso na última segunda-feira, 2 de março, no centro de Maceió, capital alagoana. A prisão foi realizada durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária por feminicídio, crime que envolve o assassinato de uma mulher em contexto de violência de gênero.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes. O suspeito mantinha uma relação amorosa com Bianca e, sob o efeito de álcool e outras drogas, cometeu o assassinato. Os golpes de faca atingiram a vítima principalmente no pescoço, resultando em sua morte.
Após o crime, o acusado fugiu para Maceió, onde foi localizado e preso pelas forças policiais. A ação demonstra o empenho das autoridades em combater a violência contra a população trans no estado.
Contexto nacional de violência contra pessoas trans
Este caso se insere em um cenário preocupante de violência contra pessoas trans e travestis no Brasil. Um dossiê que será divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) nesta segunda-feira, 26 de março, revela dados alarmantes.
O estudo indica que pelo menos 80 pessoas trans e travestis foram assassinadas no Brasil em 2025. Embora esse número represente uma queda de 34,4% em relação às 122 mortes contabilizadas em 2024, a situação ainda é grave.
Segundo a Antra, o Brasil mantém, pelo 17º ano consecutivo, a triste posição de país mais perigoso do mundo para a população trans. Isso destaca a necessidade urgente de políticas públicas e ações efetivas para proteger essa comunidade.
Impacto social e invisibilidade
A morte de Bianca Costureira chama a atenção para a realidade muitas vezes invisibilizada de pessoas trans que envelhecem no Brasil. Com 50 anos, Bianca representava uma parcela da população que enfrenta duplos estigmas: a transfobia e a discriminação etária.
Casos como este reforçam a importância de:
- Combater a violência de gênero de forma eficaz
- Promover a visibilidade e os direitos da população trans
- Implementar políticas de prevenção e apoio às vítimas
A prisão do suspeito é um passo importante, mas especialistas alertam que é necessário um esforço contínuo para reduzir os índices de violência e garantir a segurança de todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero.