Servidor do CEFET-MG preso por suspeita de feminicídio em BH
Servidor do CEFET preso por feminicídio em BH

Adalton Martins Gomes, de 45 anos, servidor público federal do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), foi preso pela Polícia Civil sob suspeita de assassinar a namorada, Giovanna Neves, de 22 anos, em um apartamento na Savassi, região nobre de Belo Horizonte. O crime, inicialmente tratado como possível suicídio, agora é investigado como feminicídio.

Histórico funcional do suspeito

Adalton ingressou no CEFET-MG em 15 de janeiro de 2009, no cargo de técnico em Tecnologia da Informação. Em 2017, foi instaurado um processo administrativo disciplinar (PAD) contra ele, que resultou em sua demissão em 2018. Contudo, em 2020, a 14ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Minas Gerais determinou sua reintegração ao cargo. O CEFET-MG recorreu da decisão, e o processo ainda tramita em segunda instância.

Atualmente, Adalton estava lotado no campus Nova Gameleira, em Belo Horizonte, mas encontrava-se de licença médica até o dia 6 de maio. Em abril, a direção do campus solicitou uma avaliação de sua capacidade laboral, mas ele não compareceu à perícia agendada. A instituição não divulgou a natureza da infração que motivou o PAD.

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Investigação do crime

O corpo de Giovanna foi encontrado por uma amiga, que estranhou o fato de a jovem não responder a mensagens nem comparecer a um almoço marcado. Ao chegar ao apartamento, a amiga encontrou a vítima sem sinais vitais e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a Polícia Civil, Adalton teria tentado forjar a cena do crime para simular um suicídio. As investigações apontam ainda que ele teria interesse no patrimônio da vítima, que havia herdado um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil.

Relacionamento recente e mudanças de comportamento

Giovanna e Adalton iniciaram o relacionamento em outubro de 2025, cerca de quatro meses antes do crime. Pouco tempo depois, o homem passou a morar no apartamento da jovem e chegou a transferir contas da residência para o próprio nome. Testemunhas relataram que Giovanna mudou de comportamento após o início da relação: amigos e familiares notaram afastamento social, alterações na forma de se vestir e sinais de dependência psicológica e vulnerabilidade emocional.

Adalton foi preso preventivamente na última sexta-feira (15). A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime.

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