Pai é preso preventivamente em Castanhal por suspeita de estupro da própria filha de 7 anos
A Polícia Civil do Pará efetuou a prisão preventiva de um homem, neste sábado (24), sob suspeita de cometer estupro de vulnerável contra a própria filha, uma criança de apenas 7 anos de idade. O caso ocorreu no município de Castanhal, localizado na região nordeste do estado do Pará, e teve como base uma denúncia formal apresentada pela mãe da vítima, complementada por uma escuta especializada que confirmou os relatos iniciais.
Denúncia materna e mudanças comportamentais da criança
De acordo com informações divulgadas pela polícia, a mãe da menina procurou a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) no dia 20 de janeiro de 2026. Ela relatou alterações significativas no comportamento da filha após períodos em que a criança permanecia na residência do pai. Entre os sintomas observados, destacavam-se tristeza profunda, isolamento social, perda de apetite e emagrecimento acentuado, indicativos que levantaram suspeitas sobre possíveis abusos.
Confirmação através de escuta especializada
A criança foi submetida a uma escuta especializada, procedimento padrão em casos envolvendo menores, onde confirmou que os abusos sexuais teriam sido praticados pelo próprio pai durante as férias escolares. Nesses momentos, a menina ficava sozinha com o suspeito, o que facilitaria a ocorrência dos crimes. A polícia enfatizou que a escuta especializada é uma ferramenta crucial para proteger a vítima e coletar evidências de forma adequada, minimizando traumas adicionais.
Prisão preventiva e cumprimento do mandado
Com base nas informações colhidas durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do suspeito já no dia 22 de janeiro. O mandado de prisão foi cumprido por volta das 12h50 deste sábado (24), marcando um passo importante no processo judicial. O homem agora permanece à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas legais, que podem incluir interrogatórios e a possível formalização de acusações.
Este caso reforça a importância dos mecanismos de denúncia e proteção à infância, especialmente em situações de vulnerabilidade familiar. A Polícia Civil do Pará continua a investigar detalhes adicionais, enquanto a comunidade local expressa preocupação com a segurança das crianças na região.