Mãe de criança autista desaparecida em MG faz apelo emocionante nas redes sociais
Mãe de criança autista desaparecida em MG faz apelo nas redes

Mãe de criança autista desaparecida em MG faz apelo emocionante nas redes sociais

As buscas por Alice Maciel Lacerda Lisboa, uma menina de apenas quatro anos de idade que desapareceu na tarde de quinta-feira, 29 de agosto, entraram no terceiro dia consecutivo neste sábado, 31 de agosto. A situação é ainda mais preocupante porque a criança é autista não verbal, o que significa que ela não utiliza a fala como principal forma de comunicação, dificultando sua localização e interação com possíveis socorristas.

Última localização e características do caso

Alice foi vista pela última vez no sítio da avó, localizado em Bituri, um distrito de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. O desaparecimento foi registrado por volta das 14h30 de quinta-feira, quando a menina estava sob os cuidados dos avós e do irmão mais novo, de três anos. Segundo relatos familiares, em um momento de distração, ela conseguiu abrir o portão da varanda, que é toda fechada, e saiu, sendo vista pela última vez na área da piscina, um local que costuma frequentar.

Apelo desesperado da mãe nas redes sociais

Na sexta-feira, a mãe de Alice, Karine Maciel, de 24 anos, utilizou as redes sociais para fazer um apelo público emocionante, na tentativa de localizar a filha. Em um áudio compartilhado pelo WhatsApp, cuja autenticidade foi confirmada pela família, Karine suplicou:

"Pelo amor de Deus, se alguém pegou a minha filha, por favor, devolve ela. Ela é autista. Ela precisa de cuidado. Ela fica comigo o tempo inteiro. Ela só não fica comigo quando eu trabalho. Ela tem um irmão da idade dela. Os dois só ficam juntos. Ele 'tá' sentindo muita falta dela, por favor. Se alguém pegou minha filha, devolve. Ou, então, larga ela em algum lugar e avisa."

Estrutura das buscas e desafios enfrentados

As operações de busca são coordenadas pelo Corpo de Bombeiros, com o apoio da Polícia Civil e de aproximadamente 100 moradores da comunidade local. A área de varredura abrange cerca de 40 hectares, o equivalente a 40 campos de futebol, incluindo terrenos diversificados com encostas íngremes, áreas de pastagem e mata fechada.

As equipes utilizam recursos avançados, como:

  • Drones com câmeras térmicas para sobrevoos e detecção de calor
  • Cães farejadores de odor específico para rastreamento
  • Militares especializados em buscas em florestas e com cachorros

No entanto, os trabalhos enfrentam sérios obstáculos, como a chuva intermitente que atrapalha as operações e a dificuldade na leitura térmica dos drones devido à diversidade do terreno. A Polícia Civil abriu uma investigação formal sobre o caso, mas até o momento não divulgou quais são as hipóteses consideradas para o desaparecimento.

Envolvimento institucional e comunitário

O Ministério da Justiça emitiu um alerta oficial sobre o desaparecimento de Alice no fim da tarde de sexta-feira, reforçando a gravidade da situação. A mobilização comunitária tem sido intensa, com voluntários se juntando às forças de segurança em uma demonstração de solidariedade e preocupação com o bem-estar da criança.

Os familiares expressam angústia e esperança, destacando que esse tipo de incidente nunca havia ocorrido antes com Alice, que tem hábitos rotineiros e costuma ficar próxima da família. As buscas continuam ininterruptas, com 21 militares do Corpo de Bombeiros dedicados exclusivamente à operação, enquanto a comunidade e as autoridades permanecem vigilantes na esperança de um desfecho positivo.