Uma juíza de 34 anos, Mariana Francisco Ferreira, faleceu nesta quarta-feira em São Paulo após sofrer complicações decorrentes de um procedimento de reprodução assistida. A magistrada, que atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, no Rio Grande do Sul, havia realizado uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira, dia 4 de maio, em uma clínica especializada.
O procedimento e as complicações
Após a coleta, Mariana recebeu alta e retornou para sua residência. No entanto, horas depois, por volta das 11h, ela voltou à mesma clínica queixando-se de fortes dores e sensação de frio. A juíza apresentava hemorragia vaginal, sendo submetida a uma sutura para conter o sangramento. Em seguida, foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada por volta das 17h, sendo levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Evolução do quadro e óbito
No dia seguinte, terça-feira, Mariana passou por uma nova cirurgia, já em estado grave. Na manhã de quarta-feira, ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) emitiu uma nota lamentando profundamente a morte da juíza. “É com profundo pesar que magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do RS recebem a notícia do falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga, ocorrido nesta quarta-feira. A magistrada foi vítima de complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico”, diz a nota oficial.
Investigação policial
O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental. A polícia investiga as circunstâncias do ocorrido, incluindo possíveis complicações do procedimento de coleta de óvulos ou eventual falha no atendimento médico prestado à juíza. A investigação busca esclarecer se houve negligência ou erro médico que possa ter contribuído para o desfecho fatal.
Trajetória da juíza
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana Francisco Ferreira tomou posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Desde então, atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre. Sua morte precoce gerou comoção entre colegas e familiares.



