Pai encontra filha de 2 anos com hematomas após dia em creche municipal de Praia Grande
Filha de 2 anos volta com hematomas de creche em Praia Grande

Pai encontra filha de dois anos com hematomas após dia em creche municipal de Praia Grande

Um pai afirma que sua filha, de apenas dois anos de idade, retornou para casa com hematomas visíveis por todo o corpo depois de passar o dia em uma creche municipal de Praia Grande, no litoral paulista. O empresário Eder Brugnolli de Santana relata que a equipe escolar não conseguiu explicar a origem dos ferimentos na menina, deixando a família em estado de angústia e desamparo.

Descoberta chocante e falta de respostas

Eder Brugnolli de Santana compartilhou seu desespero ao se deparar com a situação: "Dói demais ver minha filha assim. A gente entrega confiando que está segura, e recebe ela machucada, sem respostas. É uma dor e uma angústia que não tem como explicar", declarou o pai. A família imediatamente parou de levar a criança à Escola Municipal Juliana Arias Rodrigues de Oliveira, localizada no bairro Tupiri, e tomou medidas legais para apurar os fatos.

Em comunicado oficial, a Prefeitura de Praia Grande informou ter tomado conhecimento do ocorrido e que a Secretaria Municipal de Educação está conduzindo uma apuração detalhada dos eventos. "Caso alguma irregularidade seja confirmada, adotará as medidas administrativas necessárias", complementou a administração municipal, demonstrando compromisso com a transparência do processo.

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Sequência de eventos e investigações em andamento

O susto aconteceu no dia 27 de março, quando Eder foi buscar a filha na creche, conforme seu costume às sextas-feiras devido à guarda compartilhada. "Me deparei com a minha filha toda cheia de lesões, o rosto todo inchado", relembrou o empresário. Um vídeo gravado pelo pai mostra marcas evidentes na orelha, olhos, bochechas e mãos da menina, documentando a gravidade da situação.

Segundo o relato de Eder, uma funcionária da creche mencionou ter notado os ferimentos quando a criança despertou do sono da tarde, porém não soube explicar sua origem e justificou que ficava com a menina apenas no período vespertino. Diante da ausência de esclarecimentos, a família levou a menina a uma unidade hospitalar para avaliação médica.

Exames médicos e procedimentos legais

Na unidade de saúde, as marcas na criança se tornaram ainda mais arroxeadas, conforme observado pelo pai. A menina passou por consulta e exames específicos, que não identificaram lesões profundas, mas o médico alertou sobre a seriedade do caso. "O médico me alertou: 'Cara, isso aqui é muito grave, provavelmente isso é de pancada, você tem que correr atrás'. Então eu saí do hospital e fui direto na delegacia", afirmou Eder.

O pai foi orientado a aguardar até segunda-feira, 30 de março, para registrar formalmente o boletim de ocorrência na Polícia Civil e realizar o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O procedimento posteriormente apontou lesões corporais de natureza leve na criança, confirmando a agressão física sofrida.

Omissão de socorro e inconsistências nas versões

Na segunda-feira, seguindo orientação do Conselho Tutelar, a família registrou a ocorrência também na escola. Para surpresa do empresário, ninguém na unidade de ensino demonstrou conhecimento prévio sobre o incidente. Eder conversou com a coordenadora da creche e uma nova reunião foi agendada para discutir o caso.

Na quarta-feira, 1º de abril, o pai retornou à escola em busca de respostas, mas permaneceu sem esclarecimentos satisfatórios. "Tanto o pessoal da manhã quanto do apoio falou que não viu nada, que não aconteceu nada, que a criança estava intacta. Só essa tia da tarde que disse que percebeu logo após ela acordar", relatou Eder, destacando a discrepância nas informações.

O empresário acredita que houve omissão de socorro por parte da funcionária que notou as marcas às 13h30 e não tomou nenhuma medida até o horário de saída da menina, às 16h30. "Acredito que a ideia dela era colocar minha filha na van [escolar], como se nada tivesse acontecido, mas ela não contava que era eu que ia buscar", finalizou o pai, expressando sua indignação com a postura da equipe.

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A família continua buscando justiça e respostas concretas sobre como uma criança de dois anos pode ter sofrido tais lesões dentro de uma instituição educacional municipal. O caso segue sob investigação das autoridades competentes, enquanto a comunidade local acompanha com preocupação o desdobramento dos fatos.