Um homem foi detido em Jerusalém depois de agredir uma freira de nacionalidade francesa nas ruas da capital israelense. O incidente ocorreu na tarde de terça-feira, mas só foi divulgado dois dias depois, na quinta-feira, quando a polícia israelense publicou imagens do ataque em suas redes sociais.
Detalhes do ataque
No vídeo, é possível ver o agressor, identificado como judeu, correndo em direção à freira, que estava de costas, e a empurrando, fazendo com que ela caísse no chão. Em seguida, ele se afasta sem olhar para a vítima, que permanece caída e aparentemente ferida. Pouco depois, ele muda de direção, volta até a freira e começa a chutá-la. A agressão só termina com a intervenção de pessoas que estavam no local.
O ataque aconteceu em frente ao Cenáculo, um edifício localizado no Monte Sião, em Jerusalém, considerado sagrado tanto para cristãos quanto para judeus. A polícia também divulgou outro vídeo mostrando o momento da prisão do suspeito, além de imagens dos ferimentos da freira, que sofreu um hematoma na têmpora direita.
Investigação e prisão
Em comunicado, as autoridades informaram que o homem tem 36 anos e foi identificado e detido no mesmo dia do ataque. A nacionalidade do suspeito não foi divulgada. A polícia israelense afirmou que, após o relato da agressão, os agentes responderam imediatamente, iniciaram uma investigação e efetuaram a prisão. Um pedido de extensão da detenção foi solicitado.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel condenou veementemente o ataque, classificando-o como desprezível. A pasta afirmou que a violência contra pessoas inocentes, especialmente contra membros de comunidades religiosas, não tem lugar na sociedade israelense e garantiu que o país está firmemente comprometido em proteger a liberdade religiosa e de culto para todas as religiões.
Tensão com a comunidade católica
A tensão com a comunidade católica em Israel tem aumentado nos últimos meses. No fim de março, a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e um padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local para celebrar a missa de Domingo de Ramos, algo que, segundo relatos, não ocorria havia séculos.
Um comunicado conjunto do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa informou que ambos foram barrados no caminho enquanto se deslocavam de forma privada e foram obrigados a voltar. Consequentemente, pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em meio ao fechamento de locais sagrados na Cidade Velha de Jerusalém Oriental por razões de segurança.
Recentemente, também houve um episódio de vandalismo envolvendo uma estátua de Jesus Cristo crucificado. Imagens divulgadas nas redes sociais mostravam um soldado golpeando o rosto da escultura com um martelo. A estátua foi posteriormente substituída, e os dois soldados envolvidos foram punidos.



