Conselho Tutelar investiga agressão a criança de 4 anos em creche de Bom Repouso
O Conselho Tutelar de Bom Repouso, no estado de Minas Gerais, está conduzindo uma investigação rigorosa sobre uma grave denúncia de maus-tratos envolvendo uma criança de apenas quatro anos de idade. O caso ocorreu dentro das dependências do Centro Municipal de Educação Infantil Maria José Brandão, uma instituição pública da cidade, e foi registrado oficialmente pela Polícia Militar local.
Detalhes da agressão relatada pela mãe
Conforme o boletim de ocorrência elaborado pelas autoridades, a mãe da criança prestou um depoimento detalhado sobre os acontecimentos. Ela afirmou que seu filho relatou ter recebido um tapa forte nas costas diretamente da monitora responsável pela turma. O incidente teria ocorrido especificamente na última quinta-feira, dia 20, durante o horário regular de atividades escolares.
O motivo apontado para a agressão foi a recusa da criança em recolher peças de um brinquedo que estavam espalhadas pelo chão da sala. A mãe ainda declarou que, ao questionar a profissional sobre sua atitude, a monitora não apenas confirmou o ato de violência, mas também fez uma ameaça explícita, dizendo que daria "outro tapa" caso o menino não obedecesse à ordem de pegar os brinquedos imediatamente.
Consequências físicas e emocionais para a criança
Além do trauma psicológico, a criança apresentou sintomas físicos preocupantes após o episódio. Segundo o relato materno, o menino disse ter sentido uma forte vontade de vomitar logo depois de receber o tapa, indicando possíveis efeitos colaterais da agressão. A mãe enfatizou que descobriu o ocorrido durante uma conversa cotidiana com o filho, prática que mantém regularmente para acompanhar seu dia na creche.
Ações tomadas pelas autoridades e instituições
Diante da gravidade das acusações, a monitora envolvida foi imediatamente afastada de suas funções no Centro Municipal de Educação Infantil. O Conselho Tutelar emitiu um comunicado oficial afirmando que está acompanhando o caso de perto e que já tomou "todas as providências pertinentes" dentro de suas competências legais. No entanto, o órgão ressaltou que não pode divulgar informações mais específicas devido ao sigilo necessário que envolve processos com crianças.
A mãe da vítima foi ouvida formalmente pelo Conselho Tutelar na sexta-feira, dia 21, e tomou a decisão de retirar definitivamente seu filho da unidade escolar. Ela também revelou à reportagem que não recebeu qualquer retorno da direção da escola sobre medidas administrativas internas que supostamente teriam sido adotadas após a denúncia.
Posicionamento do poder público municipal
O prefeito de Bom Repouso, Edmilson Andrade, confirmou pessoalmente o afastamento da monitora e explicou que a gestão municipal aguarda o relatório oficial do Conselho Tutelar antes de tomar quaisquer outras decisões. "Estamos aguardando o documento oficial para evitar que qualquer tipo de injustiça seja cometida contra qualquer uma das partes envolvidas", declarou o prefeito, demonstrando cautela no tratamento do caso.
A Polícia Civil foi contatada para informar se abriu uma investigação criminal própria sobre o ocorrido, mas até o momento não houve nenhum posicionamento público por parte da corporação. O caso continua sob apuração, com a comunidade local acompanhando atentamente os desdobramentos.



