Câmara aprova lei que tipifica homicídio vicário como crime hediondo
Câmara aprova homicídio vicário como crime hediondo

Câmara dos Deputados aprova projeto que tipifica homicídio vicário como crime hediondo

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (18), um projeto de lei que altera o Código Penal para instituir o chamado homicídio vicário. Este crime é definido como aquele praticado contra filhos, pais ou dependentes diretos de uma mulher, com o objetivo específico de causar sofrimento, punição ou alguma forma de controle sobre ela.

Inclusão na lei de crimes hediondos e aumento de penas

O projeto inclui o homicídio vicário na lei de crimes hediondos e no rol de crimes de violência doméstica. As penas previstas variam de 20 a 40 anos de reclusão, refletindo a gravidade do ato. A proposta agora segue para análise dos senadores, antes de poder ser sancionada e entrar em vigor.

A alteração foi aprovada no contexto de casos recentes de crimes contra crianças, utilizados como forma de punição a mulheres. Um exemplo emblemático é o do secretário da cidade de Itumbiara, em Goiás, que matou dois filhos e cometeu suicídio após um pedido de separação da mãe das crianças. Esse caso destacou a necessidade urgente de medidas legislativas para combater essa forma extrema de violência.

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Circunstâncias que aumentam a pena

O projeto também prevê aumentos de pena em situações específicas, que incluem:

  • Quando a mulher presenciar o cometimento do crime.
  • Caso a vítima seja criança ou adolescente.
  • Se a vítima for idosa.
  • Quando a vítima for pessoa com deficiência.

Nessas circunstâncias, a pena total deverá ser aumentada de um terço até a metade do estipulado durante o julgamento, reforçando a proteção a grupos vulneráveis.

Debates e críticas durante a votação

Durante a votação, deputados de direita levantaram críticas à proposta, argumentando sobre a impossibilidade da pena ser aplicada para mulheres que cometam crimes contra filhos como forma de vingança contra homens. Esses debates refletem discussões mais amplas sobre igualdade de gênero e justiça no sistema penal brasileiro.

A aprovação deste projeto representa um avanço significativo na luta contra a violência doméstica, ao reconhecer e penalizar formas indiretas de agressão que visam controlar e punir mulheres através de seus entes queridos. A medida busca não apenas punir os culpados, mas também prevenir futuros crimes, enviando uma mensagem clara sobre a intolerância a tais atos no país.

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