Bebê de 8 meses internada com fratura no crânio e hemorragia cerebral em Patos de Minas
Uma bebê de apenas oito meses de vida foi internada em estado gravíssimo no Hospital Vera Cruz, localizado em Patos de Minas, após apresentar lesões extremamente preocupantes que levantaram fortes suspeitas de agressão física. O caso alarmante foi registrado oficialmente pela Polícia Militar na tarde da última sexta-feira, dia 13 de março, e mobilizou rapidamente as autoridades de proteção à infância da região.
Lesões graves e suspeitas de violência
Após uma avaliação médica minuciosa e a realização de exames especializados, os profissionais de saúde constataram que a criança apresentava um traço de fratura no lado direito do crânio, além de hemorragia significativa em ambos os olhos, sendo mais acentuada no olho direito, e uma grave hemorragia cerebral. Curiosamente, não foram identificadas lesões externas visíveis na superfície do corpo da bebê, o que torna o caso ainda mais complexo e preocupante para os investigadores.
De acordo com o boletim de ocorrência lavrado pela polícia, a corporação foi acionada por volta das 16 horas após o Conselho Tutelar receber uma denúncia formal sobre uma criança internada na Unidade de Terapia Intensiva neonatal do Hospital Vera Cruz, em estado crítico e com indícios claros de violência. A assistente social do hospital informou que acionou imediatamente o Conselho Tutelar assim que tomou conhecimento da condição clínica da bebê e das suspeitas de agressão.
Relatos familiares e versões contraditórias
Segundo o relato detalhado da médica responsável pela UTI neonatal, a bebê havia sido transferida no dia 10 de março, por volta das 19h50, do Hospital Nossa Senhora de Fátima para o Hospital Vera Cruz, devido à gravidade de seu estado. Em conversa com a equipe médica, a mãe da criança informou que não sabia explicar como as complicações teriam ocorrido, afirmando que a bebê estava sob os cuidados do pai quando se tornou necessário buscar atendimento médico de urgência.
A avó materna da bebê prestou depoimento à polícia e contou que, na terça-feira, dia 10, por volta das 16 horas, recebeu uma ligação do pai da criança dizendo que a menina estava "estranha" no berço. Ao chegar à residência dele, foi informada de que a mãe havia saído para buscar um gato e havia deixado a bebê sob os cuidados exclusivos do pai. A avó relatou ainda que, segundo o homem, ele teria colocado a criança no carrinho de bebê e, em determinado momento, ela começou a chorar intensamente, em seguida teria "engolido o fôlego" e ficado completamente vermelha.
Diante dessa situação alarmante, a avó levou a bebê imediatamente ao pronto-socorro do Hospital Nossa Senhora de Fátima, que era a unidade de saúde mais próxima da residência. Ela afirmou categoricamente que, naquele momento específico, a criança estava acordada, porém extremamente quieta e sem apresentar qualquer tipo de lesão aparente ou visível a olho nu.
Investigação em andamento e busca pelos responsáveis
A avó também forneceu à polícia o endereço completo e os números de telefone dos pais da criança, mas, conforme consta no registro oficial da ocorrência, eles não foram localizados pelas autoridades e tampouco atenderam às diversas ligações realizadas para que prestassem os devidos esclarecimentos sobre o caso. A conselheira tutelar Valéria Elias informou que, assim que acionado, o Conselho Tutelar foi imediatamente ao Hospital Vera Cruz, onde ouviu os depoimentos da assistente social, da médica responsável e da avó da criança.
"A avó não sabe o que está acontecendo, está lá exclusivamente para dar suporte à criança. Conseguimos notificar formalmente a mãe e estou aguardando o comparecimento dela para prestar depoimento. Caso ela não retorne à intimação dentro do prazo legal, enviarei o caso diretamente para a Polícia Civil", declarou a conselheira Valéria Elias em entrevista.
O caso está sob investigação policial aprofundada e o Hospital Vera Cruz informou, por meio de sua assessoria, que uma reunião interna sobre o ocorrido será realizada na manhã desta segunda-feira, dia 16 de março, e que uma nota oficial será enviada posteriormente para esclarecer todos os aspectos do caso. A reportagem também entrou em contato com o Conselho Tutelar de Patos de Minas, que confirmou o acompanhamento rigoroso da situação.



