Ataques de pitbulls aterrorizam moradores do Riviera Park em Campo Grande
Ataques de pitbulls aterrorizam Riviera Park em Campo Grande

Moradores do bairro Vieira Park, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, relatam viver em constante estado de alerta devido a ataques de pitbulls que circulam soltos pelas ruas da região. Segundo os relatos, os cães já teriam matado sete cachorros e também perseguiram adultos e crianças. O caso mais recente foi a morte de um cão chamado “Neguim”.

Primeiro ataque ocorreu em março de 2025

De acordo com os moradores, o primeiro ataque registrado aconteceu em março de 2025. Desde então, os episódios se repetem com frequência. Uma moradora, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que a situação gerou medo no bairro após os primeiros ataques. Ela relata que os cães passaram a circular com frequência pela região e que os moradores não sabem exatamente quem são os tutores dos animais.

Segundo a moradora, no início os ataques eram direcionados principalmente a outros cachorros, mas a situação piorou com o tempo. “Graças a Deus nunca pegaram uma criança. Mas eles já correram atrás de mim, do meu filho e da minha filha. A gente conseguiu entrar em casa a tempo”, contou.

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Sensação de insegurança e abandono do bairro

A moradora também afirma que os animais circulam por diferentes ruas do bairro, o que aumenta a insegurança de quem vive na região. Ela diz que o bairro enfrenta problemas de abandono, com mato alto e lama, o que dificulta a circulação e agrava a sensação de insegurança. Segundo o relato, os moradores acreditam que os cães possam estar em situação de maus-tratos, o que facilitaria as fugas frequentes.

A moradora critica a falta de resposta rápida das autoridades, dizendo que os pedidos de ajuda não têm resultado em ações efetivas até o momento. O g1 entrou em contato com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) e com a Polícia Militar Ambiental (PMA), mas não obteve respostas até a última atualização da reportagem.

Crime e cuidados

Maus-tratos, abuso e violência contra animais são crimes previstos por lei. A pena para quem praticar o crime contra cães ou gatos é de prisão, de dois a cinco anos, multa e perda da guarda do animal.

Se estiver andando na rua e avistar um animal que pode ser agressivo, o ideal é sair de perto (caso esteja em uma distância segura) ou, se estiver já perto do cachorro, deve parar de andar (congelar), pois o animal tende a sentir menos interesse por algo que não se mexe. Correr não é uma boa alternativa. Especialistas alegam que só se deve correr se tiver a certeza de que vai conseguir escapar. Do contrário, o animal pode ter um estímulo ainda maior para o ataque ao ver a pessoa correndo.

Se a pessoa ou animal já estiver sendo atacado, não se deve tentar puxar o cachorro que estiver cometendo o ataque, pois ele estará com a mandíbula atracada no corpo da vítima e, ao puxar o cão, pode ferir ainda mais a vítima, pelo risco de rasgar a carne da pessoa. A asfixia - com cinto ou colocando um pedaço de madeira puxando o cão por dentro da coleira - ou então o ato de erguer a parte traseira do cão a partir da barriga, para que ele perca o equilíbrio, são consideradas alternativas mais seguras para conter o ataque.

Outra possibilidade é jogar água no cachorro. Se tiver uma mangueira por perto, vale jogar água na direção da boca para que ele pare de morder e se preocupe em recuperar o ar.

Como denunciar

Em caso de descumprimento da lei da focinheira, qualquer pessoa pode fazer um registro de ocorrência na Polícia Civil ou na Guarda Municipal. Há ainda a possibilidade de buscar auxílio em uma delegacia. Mesmo que não haja ataque, é importante denunciar um animal agressivo para que o dono seja responsabilizado de forma civil ou criminal no futuro.

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