Mãe de criança autista desaparecida em MG faz apelo emocionante nas redes sociais
A mãe de Alice Maciel Lacerda Lisboa utilizou as redes sociais para fazer um apelo desesperado e tentar localizar a filha. A criança, que tem quatro anos e é autista não verbal, desapareceu na tarde de quinta-feira, 29 de fevereiro, quando foi vista pela última vez no sítio da avó, em Bituri, um distrito de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais.
Apelo emocionante da mãe
Em um áudio compartilhado pelo WhatsApp, Karine Maciel, de 24 anos, suplicou que a menina seja devolvida caso tenha sido encontrada por alguém. A autenticidade da mensagem foi confirmada pela família e por fontes oficiais. "Pelo amor de Deus, se alguém pegou a minha filha, por favor, devolve ela. Ela é autista. Ela precisa de cuidado. Ela fica comigo o tempo inteiro. Ela só não fica comigo quando eu trabalho. Ela tem um irmão da idade dela. Os dois só ficam juntos. Ele 'tá' sentindo muita falta dela, por favor. Se alguém pegou minha filha, devolve. Ou, então, larga ela em algum lugar e avisa", disse a mãe em um tom de angústia e esperança.
Detalhes do desaparecimento
O desaparecimento de Alice foi registrado por volta das 14h30 de quinta-feira, quando ela foi vista pela última vez no sítio da avó. Segundo familiares, a menina é autista não verbal, o que significa que não utiliza a fala como principal forma de comunicação, aumentando a preocupação com sua segurança. Ao relatar o ocorrido, o tio da criança, Luis Felipe Maciel Morais, explicou que, no momento do desaparecimento, ela estava com os avós e o irmão mais novo, de três anos. "A varanda é toda fechada. Em questão de uma distração de um minuto, ela abriu o portão e saiu. Em pouco tempo, eles deram falta dela e foram lá fora, mas não a viram mais. Isso nunca tinha acontecido. Quando ela sai, ela gosta de ir para a área da piscina e não tem o costume de sair assim. Estamos angustiados", contou.
Estrutura das buscas
As buscas pela criança entraram no segundo dia nesta sexta-feira, 30 de fevereiro. Até a última atualização, bombeiros, policiais e moradores da cidade faziam varreduras em uma área extensa de 40 hectares, equivalente a 40 campos de futebol. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 21 militares foram empenhados na operação, que começou na quinta-feira. No primeiro dia, um cão farejador de odor específico indicou uma área de mata entre uma estrada e a casa da avó, considerada o último ponto em que a criança foi vista. O local foi demarcado e dividido entre equipes com bombeiros e voluntários.
Drones com câmeras térmicas também foram usados em sobrevoos e novas varreduras, enquanto militares especializados em buscas com cachorros e em florestas atuavam por terra. Nesta sexta-feira, a operação foi ampliada, com exploração de novos locais, uso de cães farejadores, reavaliação dos pontos já verificados e realinhamento entre os órgãos envolvidos. A corporação informou que a diversidade do terreno — com encostas íngremes, áreas de pastagem e mata fechada — dificulta os trabalhos e a leitura térmica dos drones. A chuva intermitente também atrapalha as buscas, adicionando mais desafios à operação.
Envolvimento da comunidade e autoridades
Aproximadamente 100 pessoas da comunidade se juntaram a policiais e bombeiros nas buscas, demonstrando solidariedade e apoio à família. Varreduras em córregos próximos também foram realizadas para cobrir todas as possibilidades. Em nota, a Polícia Civil afirmou que abriu uma investigação sobre o caso e que está "realizando todas as diligências necessárias". A instituição não informou quais hipóteses sobre o desaparecimento são levadas em consideração, mantendo o sigilo necessário para as investigações.
O caso tem mobilizado a região, com a família e autoridades trabalhando incansavelmente para encontrar Alice. A situação é particularmente delicada devido à condição de autismo não verbal da criança, que pode dificultar sua comunicação e localização. A comunidade continua unida, esperando por um desfecho positivo para essa história de desaparecimento que comoveu Minas Gerais.