Amber Alert é acionado para menina autista desaparecida em Minas Gerais
O Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um alerta de emergência sobre o desaparecimento da menina Alice Maciel Lacerda Lisboa, de apenas 4 anos de idade. A criança, que é autista não verbal, sumiu na tarde desta quinta-feira (29) em Bituri, distrito de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. Ela foi vista pela última vez na casa da avó, onde estava brincando com o irmão mais novo, de 3 anos.
Detalhes do desaparecimento e características da criança
De acordo com relatos familiares, Alice desapareceu por volta das 14h30 de quinta-feira. "A varanda é toda fechada. Em questão de uma distração de um minuto, ela abriu o portão e saiu", contou o tio da criança, Luis Felipe Maciel Morais, em entrevista ao g1. Ele destacou que a menina não tem o costume de sair sozinha e que a família está profundamente angustiada com a situação.
A criança, que não utiliza a fala como principal forma de comunicação, estava sob os cuidados dos avós no momento do desaparecimento. A mãe de Alice, Karine Maciel, de 24 anos, fez um emocionado apelo através de um áudio no WhatsApp, suplicando pela devolução da filha caso tenha sido encontrada por alguém.
Ativação do sistema Amber Alert e operação de buscas
O caso gerou a ativação do Amber Alert, um sistema de emergência desenvolvido nos Estados Unidos e adotado pelo Brasil em 2023. Este mecanismo dispara publicações nas plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, com a imagem da vítima e informações relevantes sobre o desaparecimento. Cada alerta fica disponível por 24 horas e é direcionado para usuários que estejam em um raio de até 160 quilômetros do local do fato.
As buscas pela criança entraram no segundo dia nesta sexta-feira (30), mobilizando uma força-tarefa significativa:
- Aproximadamente 100 pessoas da comunidade se juntaram a policiais e bombeiros
- Um cão farejador de odor específico indicou uma área de mata entre uma estrada e a casa da avó
- Drones equipados com câmeras térmicas foram utilizados em sobrevoos da região
- Militares especializados em buscas com cães e em ambientes florestais atuaram por terra
Desafios logísticos e extensão das operações
O Corpo de Bombeiros informou que a área de buscas equivale a 40 hectares, o que corresponde a aproximadamente 40 campos de futebol. A diversidade do terreno apresenta sérios obstáculos para as equipes de resgate:
- Encostas íngremes dificultam o acesso e a movimentação
- Áreas de pastagem e mata fechada comprometem a visibilidade
- A leitura térmica dos drones é prejudicada pela vegetação densa
- A chuva intermitente atrapalha ainda mais os trabalhos de busca
A Polícia Civil abriu uma investigação formal sobre o caso e afirmou que está "realizando todas as diligências necessárias" para localizar a criança. A operação foi ampliada nesta sexta-feira com a exploração de novos locais, uso adicional de cães farejadores e reavaliação sistemática dos pontos já verificados.
As autoridades mantêm o alerta ativo e continuam solicitando a colaboração da população para qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Alice Maciel Lacerda Lisboa.