Segurança pública domina estratégias de pré-candidatos à presidência
Segurança pública é prioridade nas pré-campanhas presidenciais

A cinco meses das eleições presidenciais, estrategistas e publicitários das pré-campanhas afirmam que a segurança pública será o assunto dominante nos debates. Considerada o principal problema dos brasileiros em pesquisa Genial/Quaest de abril, a violência não é mais vista como responsabilidade apenas dos estados e do Distrito Federal. As campanhas entendem que os eleitores buscam respostas também em nível federal.

Lula e o pacote contra o crime organizado

O presidente Lula (PT) lançou nesta terça-feira (12) um pacote de medidas de combate ao crime organizado, com investimentos de R$ 11 bilhões. O programa "Brasil Contra o Crime Organizado" foca em asfixia financeira, reforço prisional, esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas. Lula também discutiu o tema com o presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo a entrega de criminosos brasileiros em Miami. Reservadamente, petistas admitem que segurança é tema da oposição, mas consideram que o encontro com Trump trouxe "vacinas importantes".

Flávio Bolsonaro e o endurecimento penal

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defende uma agenda de endurecimento da legislação penal, com revisão de benefícios a condenados, redução da maioridade penal, ampliação de vagas prisionais e integração de bancos de dados. Ele também propõe reforço no monitoramento de fronteiras, portos e aeroportos. Como senador, apresentou 36 projetos de segurança, incluindo aumento de penas e tipificação de novos crimes.

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Ronaldo Caiado e o modelo de Goiás

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aposta nos resultados de sua gestão, com queda nos índices de roubo e homicídios. Seu marqueteiro, Paulo Vasconcelos, afirma que a estratégia é "forçar a comparação" e mostrar quem já fez. Caiado critica a PEC da Segurança Pública, temendo perda de prerrogativas estaduais. Ele participou do "Consórcio da Paz" após operação no Rio que deixou 121 mortos.

Romeu Zema e a classificação de facções como terroristas

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) propõe classificar facções criminosas como organizações terroristas, permitindo uso da Força Nacional e das Forças Armadas. Defende prisão obrigatória na terceira reincidência e redução da maioridade penal para crimes graves. Seu plano prevê um modelo de cumprimento de pena mais simples, com restrição de liberdade seguida de liberdade condicional monitorada.

Desafios para o próximo governo

O professor Luís Flávio Sapori, da PUC-Minas e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta desafios como combate ao crime organizado, feminicídios, roubos e crimes digitais. Ele defende a implementação do Sistema Único de Segurança Pública, com articulação entre União, estados e municípios, e o fortalecimento das polícias civis. O sistema prisional também precisa de atenção, com ampliação de vagas e melhoria na assistência aos presos.

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