Vereador Léo Novais é alvo de busca e apreensão por suspeita de homicídio
Vereador Léo Novais alvo de busca por homicídio

A Polícia Civil realizou, na manhã desta quarta-feira (7), mandados de busca e apreensão relacionados à investigação da morte do empresário Donizete Aparecido Alexandre de Souza, ocorrida em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A ação foi conduzida pelo 1º Distrito Policial da cidade, que investiga o vereador Leonel Augusto de Novaes Filho, conhecido como Léo Novais, do Partido Liberal (PL), por suspeita de envolvimento no homicídio.

Operação policial

As buscas foram cumpridas no gabinete do parlamentar, localizado na Câmara Municipal de Embu das Artes, e também em sua residência. De acordo com informações obtidas com fontes ligadas à investigação, a polícia trabalha com fortes indícios de que o vereador teve participação direta no crime. Em mensagem enviada à TV Globo, Léo Novais afirmou estar à disposição da Justiça: "Estou tranquilo para prestar qualquer esclarecimento, e estou à disposição da Justiça e pronto para colaborar para esclarecer o que está acontecendo! Pois não passa de um grande equívoco."

Histórico da investigação

No dia 27 de abril, a Polícia Civil já havia identificado e prendido o primeiro suspeito de envolvimento na execução do empresário. A partir dessa prisão, os investigadores avançaram nas apurações, o que culminou no cumprimento dos mandados desta quarta-feira. A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.

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Detalhes do assassinato

Donizete Aparecido Alexandre de Souza, de 62 anos, foi assassinado na manhã do dia 14 de abril, próximo ao aterro sanitário de Embu das Artes. O empresário estava tomando café com a irmã em uma barraca onde ela trabalha quando foi abordado por dois homens em uma moto. O crime ocorreu por volta das 7h30 e foi registrado por uma câmera de segurança.

De acordo com o boletim de ocorrência, a irmã da vítima relatou que os criminosos usavam uniformes semelhantes aos da Sabesp, o que não levantou suspeitas. Ainda segundo o depoimento, os dois fingiram ser policiais, renderam os irmãos e exigiram dinheiro e armas. Donizete informou que havia uma arma em sua caminhonete, e um dos homens foi até o veículo. Em seguida, o criminoso retirou a irmã da vítima do local. Enquanto ele retornava em direção à moto, o outro suspeito atirou na cabeça do empresário. Com Donizete já caído no chão, o homem disparou outras duas vezes. Os criminosos fugiram logo depois.

Declarações do delegado

Segundo o delegado responsável pelo caso, Estevão Castro, há indícios de que os autores conheciam a rotina da vítima. "Tudo leva a crer que são pessoas que pelo menos conheciam o ritmo de vida dele. Sabiam a hora que ele chega na empresa, sabiam que costuma deixar a arma dentro do veículo e que, naquele horário, havia pouca movimentação, o que seria mais propício para esse tipo de crime", afirmou. O caso é investigado pela Delegacia Central de Embu das Artes.

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