Patroa suspeita de torturar doméstica grávida é presa e está 'assustada'
Suspeita de torturar doméstica grávida está 'assustada'

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma doméstica grávida de 19 anos no Maranhão, “está um pouco assustada” após ser presa nesta quinta-feira (7), em Teresina, afirmou o advogado Bruno Silva ao g1.

Detalhes da prisão

Segundo a polícia, Carolina estava em Teresina, na casa de um tio, e teria saído do local para continuar a fuga após ser repreendida por ele pelo crime. Ela foi presa enquanto abastecia o carro em um posto de combustíveis próximo à Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).

“A gente tentou conversar com ela, mas ela ainda está cumprindo algumas diligências internas. Conversamos rapidamente, e ela está um pouco assustada, mas seguimos aguardando para falar com ela”, afirmou Bruno Silva ao g1.

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Fuga e captura

“Ela saiu da casa do tio após ele ter repreendido ela pelo cometimento desse fato criminoso e, inclusive, aconselhado ela a se apresentar perante as autoridades”, disse o diretor de inteligência da SSP-PI, Yan Brayner. Segundo a Polícia Civil do Piauí, após deixar o posto, a intenção dela era ir para o litoral do estado ou para o Amazonas.

O diretor da SSP ainda afirma que o tio de Carolina foi colaborativo com a polícia, mas ainda pode responder pelo envolvimento com o caso. “Pode pesar contra ele o delito de favorecimento pessoal”, relata Yan Brayner.

Transferência para São Luís

A suspeita será conduzida de volta para São Luís em um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí. O delegado Matheus Zanatta detalhou que a transferência ocorrerá no Centro de Formação e Aperfeiçoamento Profissional (Cefap), ainda nesta quinta-feira.

“O objetivo dela era fugir, provavelmente pra outro estado. Logo depois do fato ela veio para Teresina para pedir abrigo para esse tio que mora em Teresina. Provavelmente iriam para outro estado na data de hoje”, disse o delegado Matheus Zanatta.

Defesa alega motivos familiares

Segundo a defesa, Carolina estava no Piauí porque tem um filho de 6 anos e não tinha familiares no Maranhão com quem pudesse deixar a criança. Por isso, teria levado o menino para ficar sob os cuidados de pessoas de confiança em Teresina. A defesa ainda afirmou que Carolina não tem interesse em se omitir.

O crime

O caso aconteceu em 17 de abril, na casa da empresária, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Uma jovem de 19 anos descreveu as agressões que sofreu enquanto trabalhava na casa de Carolina. Segundo a vítima, ela levou puxões de cabelo, socos e murros e foi derrubada no chão. Durante os ataques, tentou proteger a barriga, pois está grávida de cinco meses.

Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado uma joia e passou horas procurando o objeto. O anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo após a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vítima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse à polícia o que havia acontecido.

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