STF julga denúncia contra deputado Gustavo Gayer por injúria a Lula
STF julga denúncia de injúria de Gayer contra Lula

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A denúncia foi apresentada em fevereiro de 2025 e estava sob sigilo até o momento.

Contexto da denúncia

O caso teve origem em uma publicação feita por Gayer em suas redes sociais, na qual ele associou o presidente Lula ao grupo Hamas e ao nazismo. Segundo a PGR, a postagem configurou crime de injúria, pois atingiu a dignidade e o decoro do chefe do Executivo.

Manifestação da PGR

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou na denúncia que "a disseminação da imagem falsa do Presidente da República, associando-o ao nazismo, portanto, a uma doutrina de apologia banida, por seus objetivos nefastos, do ordenamento jurídico, e sugerindo a sua simpatia pela perseguição e extermínio a determinado grupo étnico, simbolizada nas inserções feitas na imagem original, não deixa dúvida de que o denunciado, de forma livre e consciente, ofendeu a dignidade e o decoro da vítima".

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Defesa do deputado

Em sua resposta ao processo, Gustavo Gayer argumentou que "apenas teceu uma crítica de natureza política ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em virtude da simpatia recíproca de seu governo e seu partido com o grupo terrorista palestino Hamas". O deputado também rejeitou a proposta da PGR de encerrar o caso mediante o pagamento de R$ 10 mil a uma entidade de assistência social.

Relatoria e próximos passos

O relator da ação é o ministro Flávio Dino, que deverá apresentar seu voto durante a sessão. A decisão da Primeira Turma poderá resultar na abertura de ação penal contra o parlamentar ou no arquivamento do caso. A análise ocorre em meio a um cenário de tensão política, com críticas de ambos os lados sobre os limites da liberdade de expressão e a proteção à honra de autoridades.

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