Proximidade de Deolane Bezerra com cunhada de Marcola reforça suspeitas do PCC
Proximidade de Deolane com cunhada de Marcola amplia suspeitas

A investigação que resultou na prisão de Deolane Bezerra, sob suspeita de lavagem de dinheiro para a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), ganhou novos contornos com a revelação da proximidade da influenciadora com a família de Marcola. De acordo com investigadores da Polícia Civil de São Paulo, responsáveis pela Operação Vernix, a relação de Deolane com Francisca Alves da Silva, esposa de Alejandro Camacho Júnior — irmão de Marcola —, foi um dos elementos que fortaleceram as suspeitas de seu envolvimento com a facção criminosa.

Relação com a família Camacho

Segundo os investigadores, Deolane Bezerra se aproximou cada vez mais do núcleo familiar de Marcola, o que despertou a atenção das autoridades. “Ela acaba se imiscuindo cada vez mais, e agora a investigação demonstra nas atividades dessa organização criminosa”, afirmou um dos policiais em reportagem exibida pelo Fantástico. A defesa de Deolane, no entanto, nega qualquer ligação com o crime organizado.

Monitoramento internacional

Com o auxílio da Interpol, a polícia brasileira monitorava a rotina de Deolane na Itália antes de sua prisão. A influenciadora foi detida preventivamente na última quinta-feira (22), em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo, logo após retornar de uma viagem a Roma. Atualmente, ela está detida no presídio feminino de Tupi Paulista, no interior paulista.

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Esquema de lavagem de dinheiro

A investigação apura um esquema de ocultação de dinheiro atribuído aos irmãos Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho Júnior, conhecido como Marcolinha. Segundo o Ministério Público e a polícia, empresas de fachada eram utilizadas para lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. As suspeitas sobre Deolane cresceram após a polícia identificar transferências bancárias de uma transportadora investigada para contas pessoais da influenciadora e de empresas a ela vinculadas.

Movimentação financeira

De acordo com os investigadores, o dinheiro foi pulverizado em dezenas de contas e convertido em patrimônio. Um relatório financeiro da polícia aponta que mais de R$ 13 milhões circularam pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022. Outros R$ 14 milhões teriam passado por contas de empresas registradas em nome dela. A polícia também destaca que empresas associadas à influenciadora foram abertas por um contador que também atuava para pessoas ligadas à família Camacho. Além disso, os investigadores enfatizam a proximidade de Deolane com Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do grupo investigado.

Defesa nega envolvimento

A defesa de Deolane Bezerra, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., afirmou que a influenciadora não possui qualquer vínculo ou conhecimento sobre a referida transportadora ou seus proprietários. Em audiência de custódia, Deolane declarou que os valores recebidos eram pagamentos legítimos por serviços prestados na época em que exercia a advocacia criminal. “Negamos categoricamente qualquer tipo de envolvimento com crime organizado ou com dinheiro de origem ilícita”, afirmou a defesa.

Posicionamento dos demais citados

O advogado de Marcola contestou a inclusão de seu cliente no caso, sustentando que a acusação se baseia apenas em supostos apelidos ditos por terceiros, sem provas diretas de participação na transportadora. A defesa também classificou como arbitrárias as ordens de prisão contra Paloma e Leonardo Camacho (filhos de Alejandro), afirmando que provará a inocência dos irmãos ao longo do processo. O advogado de Everton de Souza preferiu não se manifestar, e os representantes de Ciro César Lemos e Alejandro Camacho não foram localizados.

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