Vítima foi encontrada pelo irmão após fugir de cativeiro
Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra o momento em que Guilherme Henrique Amaral Andriolo, de 32 anos, é preso suspeito de torturar e tatuar à força a namorada, uma jovem de 28 anos, em Itapetininga (SP). O caso, ocorrido em abril de 2025, chocou a região pela crueldade das agressões.
A vítima foi encontrada pelo irmão, que preferiu não se identificar, sentada em uma calçada em frente a um comércio, desfigurada e com hematomas. Ele a levou até a delegacia, onde o suspeito já estava detido. De acordo com o irmão, o relacionamento entre a vítima e o agressor durava 11 anos, com um término e uma reconciliação em janeiro de 2025. A família considerava a relação conturbada desde o recomeço.
Detalhes da tortura
Segundo o advogado da vítima, José Ricardo Baracho Navas, as agressões começaram enquanto a jovem dormia. O suspeito deu três socos no nariz dela e arrancou um piercing com um alicate, causando sangramento intenso. Em seguida, ele a amarrou e iniciou uma sessão de tortura que durou horas, utilizando seringas e agulhas de sua farmácia para fazer tatuagens forçadas no corpo da vítima, com iniciais de um ex-namorado, por ciúmes.
O advogado relata que o suspeito também introduziu um objeto metálico na região anal da vítima e a puxava por ele, além de usar uma gravata para sufocá-la até que desmaiasse. Durante as torturas, ele comprava pizzas e obrigava a jovem a vê-lo comer enquanto estava amarrada e com fome. O homem dormia entre as agressões e, ao acordar, continuava os ataques.
Lesões graves
A vítima sofreu fraturas no pulso, braço, costela e nariz, além de lacerações na região anal. Ela foi internada duas vezes e apresenta problemas respiratórios devido às fraturas nas costelas. O irmão afirma que ela está em acompanhamento psicológico e não consegue dormir, visivelmente abalada.
O delegado Franco Augusto Costa Ferreira informou que a perícia encontrou a cama ensanguentada, cordas usadas para amarrar a vítima e estimulantes sexuais injetáveis de uso proibido. O suspeito foi preso em flagrante e, após audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva, sendo transferido para a Penitenciária II de Sorocaba.
Contexto de violência
O irmão da vítima revelou que o suspeito já havia batido nela outras vezes e divulgado vídeos íntimos do casal na internet, mas a jovem retirou as queixas após a reconciliação. O advogado destaca que a tortura foi premeditada, com o agressor afirmando que planejava o ato há meses. A vítima só conseguiu fugir quando ele dormiu, após se soltar das amarras.
A Polícia Civil investiga o caso como violência doméstica e estupro não convencional, devido ao ato libidinoso com objeto metálico. A jovem segue internada e recebendo apoio da família.



