Polícia investiga mais duas mortes em clínica clandestina no RJ
Polícia investiga mais 2 mortes em clínica clandestina no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro ampliou as investigações sobre o Instituto Vitalis, uma clínica clandestina que funcionava em Xerém, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Agora, além da morte de Rodney Camilo Lesio, de 35 anos, ocorrida em abril, outras duas mortes de pacientes estão sendo apuradas. Testemunhas relataram à Delegacia do Consumidor (Decon) que dois outros pacientes faleceram nas dependências da clínica no ano passado, quando o estabelecimento ainda operava em outro endereço. A polícia já iniciou o levantamento de informações para identificar as vítimas e esclarecer as circunstâncias dessas mortes.

Morte de Rodney Camilo Lesio

Rodney Camilo Lesio, que tinha transtorno do espectro autista, estava internado na unidade. Seu corpo foi encontrado na piscina do sítio onde a clínica funcionava no dia 19 de abril. A responsável pelo espaço, Jéssica Adriana Washington, afirmou que Rodney teria sofrido uma convulsão, o que teria causado a morte. No entanto, a família do paciente contesta essa versão. Parentes relatam que, mesmo após a morte, Rodney foi levado a uma unidade de saúde e que Jéssica se apresentou como amiga dele.

Fiscalização e irregularidades

Em fiscalização realizada na quarta-feira (6), agentes da Decon constataram que o Instituto Vitalis operava de forma irregular. O local não possuía alvará de funcionamento nem licença da Vigilância Sanitária. No momento da inspeção, nove pacientes estavam internados e recebendo atendimento. Jéssica Adriana Washington foi levada para a delegacia, na Cidade da Polícia, onde prestou depoimento e foi liberada. Ela vai responder pelos crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão.

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Medidas das autoridades

A Prefeitura de Duque de Caxias informou que a Secretaria Municipal de Saúde e a Superintendência de Vigilância e Fiscalização Sanitária não haviam recebido denúncias prévias sobre o funcionamento da clínica. Após a vistoria, foi dado prazo de 30 dias para que a responsável regularize a situação do estabelecimento. Segundo as autoridades, os pacientes que ainda estão no local serão transferidos para unidades devidamente legalizadas. A medida está sendo coordenada pela Polícia Civil em conjunto com a prefeitura. Como parte das investigações, a Decon começou a intimar familiares de pacientes que passaram pela clínica para prestar depoimento. O objetivo é reunir mais informações sobre o funcionamento do espaço e as condições oferecidas aos internos. A reportagem não conseguiu localizar Jéssica Adriana Washington nem a defesa dela.

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