Operação da Polícia Federal expõe lavagem de dinheiro no funk
Uma investigação conduzida pela Polícia Federal revelou um complexo esquema bilionário de lavagem de dinheiro que envolve grandes nomes do funk e influenciadores digitais. O caso ganhou destaque após a interceptação de um veleiro com mais de três toneladas de cocaína entre Cabo Verde e Ilhas Canárias, realizada pela Marinha dos Estados Unidos. Entre os principais investigados está o cantor MC Ryan.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, o grupo utilizava contas pessoais e jurídicas para movimentar recursos provenientes de atividades artísticas, tráfico internacional de drogas e jogos ilegais. A ostentação era uma estratégia para dar aparência legítima ao patrimônio acumulado ilicitamente. Foram apreendidos bens de luxo, incluindo carros avaliados em mais de R$ 20 milhões.
Documentos obtidos pela Polícia Federal mostram transações financeiras suspeitas envolvendo criptoativos, que misturavam receitas lícitas com valores ilícitos associados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e casas de jogos clandestinas. Parte dos recursos também estaria ligada a organizações criminosas violentas.
Outros nomes envolvidos
Além de MC Ryan, outros artistas e influenciadores foram detidos ou mencionados na operação. MC Poze já havia sido preso anteriormente por acusações semelhantes. Chrys Dias e sua esposa são acusados de centralizar pagamentos ilegais. Raphael Sousa Oliveira administrava páginas usadas para promover conteúdo favorável aos investigados, recebendo quantias milionárias sem justificativa legal aparente.
A operação da Polícia Federal continua em andamento, com novas análises de documentos e depoimentos. As investigações buscam rastrear todo o dinheiro movimentado pelo grupo e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.



