Operação Marco Zero cumpre 18 mandados de prisão por estupro de vulnerável
Operação Marco Zero: 18 mandados por estupro de vulnerável

A Operação Marco Zero, deflagrada na manhã desta segunda-feira (18) em Cuiabá (MT), Recife (PE) e Campo Grande (MS), cumpre 18 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de estupro de vulnerável. A ação é coordenada pela Polícia Civil e ocorre em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil, celebrado em 18 de maio.

Operação em três estados

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) de Mato Grosso, apuram crimes de estupro de vulnerável. O delegado titular, Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, afirmou que as investigações reuniram "elementos robustos" que embasaram os pedidos de prisão preventiva à Justiça. As identidades dos investigados não foram divulgadas para preservar as vítimas e devido à natureza sigilosa do caso.

Maio Laranja e conscientização

A operação faz parte da campanha Maio Laranja, que busca conscientizar a população sobre a prevenção e o combate ao abuso e à exploração sexual infantil. A data de 18 de maio foi instituída em memória de Araceli Crespo, vítima de um crime de grande repercussão nacional no Espírito Santo. Segundo a polícia, esta é a maior operação da região metropolitana de Cuiabá em número de prisões preventivas relacionadas a crimes de abuso sexual infantojuvenil.

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O crime de estupro de vulnerável

O estupro de vulnerável é previsto no Código Penal Brasileiro e consiste na prática sexual com pessoas incapazes de consentir validamente, como crianças menores de 14 anos, pessoas com deficiência mental ou que não podem oferecer resistência. É um crime de natureza grave e de ação penal pública incondicionada, ou seja, independe de representação da vítima.

A violência e o abuso sexual infantil podem ser identificados por sinais como mudanças de comportamento, lesões físicas, medo de determinadas pessoas ou lugares, entre outros. A orientação é denunciar suspeitas ao Conselho Tutelar ou à polícia.

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