Operação encontra R$ 200 mil com deputado e vereador em MT
Operação encontra R$ 200 mil com deputado e vereador

Operação Emenda Oculta cumpre mandados contra deputado e vereador em Cuiabá

Agentes do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), do Ministério Público Estadual, cumpriram mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), na última quinta-feira (30). Durante a ação, foram apreendidos R$ 200 mil em espécie: R$ 150 mil na residência do deputado e R$ 50 mil na casa do vereador. O montante será analisado pela investigação.

Investigação aponta desvio de emendas parlamentares

A Operação Emenda Oculta investiga um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. As suspeitas indicam que emendas destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE) eram desviadas. Os valores eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que posteriormente devolvia parte dos recursos aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

Além do deputado e do vereador, também foram alvos de medidas cautelares servidores públicos e particulares, conforme decisão da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte.

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Defesa do deputado se manifesta

Em nota, o deputado Elizeu Nascimento informou que recebeu os agentes em sua casa e colaborou integralmente com as diligências. A defesa ainda não teve acesso aos autos, que estão sob sigilo, e aguarda o andamento das investigações para se manifestar de forma mais aprofundada. O g1 tenta contato com a defesa do vereador Cezinha Nascimento.

Antecedentes: Operação Gorjeta

Em janeiro deste ano, a Polícia Civil já havia afastado o vereador Chico 2000 (sem partido) por suspeita de desvio de emendas. Na ocasião, a Operação Gorjeta apontou que o parlamentar destinou mais de R$ 3 milhões ao Instituto Brasil Central entre 2023 e 2025, supostamente para corridas de rua, mas parte do dinheiro foi desviada para reforma de um imóvel do vereador. O esquema envolvia a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes.

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