O Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira, uma operação para apurar indícios de irregularidades na gestão de recursos públicos em contratos firmados com uma Organização Social de Saúde (OSS) que atua no estado do Pará.
Mandados cumpridos na região metropolitana de Belém
Ao todo, nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos simultaneamente nos municípios de Belém e Ananindeua, ambos localizados na região metropolitana da capital paraense. As investigações tiveram início no âmbito do MPF e contaram com o apoio operacional da PF, além da análise técnica da CGU, que examinou minuciosamente o processo de qualificação da OSS.
Indícios de fraudes processuais e contratuais
De acordo com as autoridades, a análise da CGU identificou indícios de fraude processual e de irregularidades na execução contratual. As suspeitas envolvem desvios em processos administrativos, improbidades administrativas e danos ao erário que podem alcançar, ao menos, R$ 48 milhões.
A organização social alvo da operação recebeu recursos públicos que superam a marca de R$ 642 milhões, o que torna o caso ainda mais grave para os cofres públicos.
Objetivo da operação
A operação tem como principal objetivo coletar provas documentais e eletrônicas que possam confirmar as suspeitas de irregularidades na gestão dos contratos. As investigações seguem em sigilo, mas as autoridades não descartam novas fases da operação.



