Morte de estudante em BH é investigada como feminicídio; namorado preso
Morte de estudante em BH: feminicídio; namorado preso

A morte da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, encontrada sem vida no apartamento onde morava, na região da Savassi, em Belo Horizonte, passou a ser investigada como feminicídio. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (19). O namorado da vítima, um homem de 45 anos, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), suspeito de tentar forjar a cena do crime.

Reviravolta no caso

Inicialmente, a polícia considerou a hipótese de suicídio, devido à presença de caixas de medicamentos espalhadas pelo imóvel e ao histórico depressivo da jovem. No entanto, o laudo de necropsia revelou que Giovanna morreu por asfixia causada por sufocação direta, o que mudou o rumo das investigações.

Imagens de segurança

Imagens de um circuito de segurança, cedidas pela polícia, mostram o suspeito saindo do apartamento da vítima momentos após o crime. Nas gravações, ele aparece deixando o prédio normalmente para trabalhar, horas antes de o corpo ser encontrado. O corpo de Giovanna foi descoberto por uma amiga, que estranhou o fato de a jovem não responder a mensagens nem comparecer a um almoço marcado. Ao chegar ao apartamento, a amiga encontrou a vítima sem sinais vitais e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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Relacionamento recente e mudança de comportamento

O caso foi investigado pelo Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil. De acordo com a polícia, o suspeito começou a se relacionar com Giovanna em outubro de 2025 e, pouco tempo depois, passou a morar no apartamento dela. Ainda segundo a polícia, ele chegou a transferir contas para o próprio nome sem um convite formal da vítima. Testemunhas relataram que Giovanna mudou de comportamento após o início do relacionamento, afastando-se de amigos e familiares, alterando a forma de se vestir e apresentando sinais de dependência psicológica e vulnerabilidade emocional.

Laudo de necropsia fundamental

O laudo de necropsia foi essencial para a conclusão do crime. Ele apontou morte por sufocação direta, causada pela obstrução da boca e do nariz, contrariando a versão inicial de suicídio apresentada pelo investigado. A polícia destaca que ele foi a última pessoa a estar com a vítima. Ainda segundo as investigações, no dia do enterro, o suspeito pressionou amigas de Giovanna para reconhecerem uma suposta união estável entre os dois.

Comportamento após a morte

Após a morte da jovem, vizinhos relataram que o homem passou a levar outras mulheres para o apartamento e impediu a entrada de familiares da vítima no imóvel. O suspeito é casado e pai de quatro filhos. Conforme a investigação, ele dizia à vítima que estava separado, mas nunca formalizou a separação. A Polícia Civil informou ainda que ele possui registros de importunação sexual e histórico de violência psicológica em relacionamentos anteriores.

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