Justiça do RJ concede medida protetiva a adolescente vítima de estupro coletivo em Campo Grande
Medida protetiva para vítima de estupro coletivo no RJ

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido de medida protetiva para a adolescente que foi vítima de um estupro coletivo em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense. A decisão judicial impõe uma série de restrições contra um dos suspeitos do crime, que é o namorado da jovem e é apontado como responsável por atraí-la ao local onde ocorreu o ataque.

Restrições impostas ao suspeito

Entre as medidas estabelecidas, o adolescente fica proibido de se aproximar da vítima, de seus familiares e de testemunhas. Além disso, ele não pode frequentar a escola onde a jovem estuda. O crime aconteceu no dia 22 de abril, mas só veio a público na semana passada, quando a família tomou conhecimento da violência sofrida pela adolescente.

Detalhes do crime

De acordo com a investigação, a adolescente mantinha um relacionamento com um dos suspeitos. Na data do crime, ele a convidou para ir até sua casa, localizada na Estrada do Tingui. Ao chegar ao local, a jovem foi surpreendida pela presença de outros sete adolescentes. A polícia informou que eles cercaram a vítima e cometeram o estupro coletivo. A agressão foi registrada em vídeo pelos próprios suspeitos.

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Como o crime foi descoberto

Após o crime, a adolescente voltou para casa, mas não contou imediatamente o que havia acontecido, por medo e vergonha. A situação mudou quando os vídeos começaram a circular nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, um dos envolvidos chegou a vender as imagens por R$ 5. O material acabou chegando até a mãe da vítima, que procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande, responsável pela investigação.

Apreensões e buscas

Em poucas horas, os agentes conseguiram identificar todos os oito adolescentes envolvidos no crime. A Justiça expediu mandados de apreensão e internação para todos eles. Até o momento, seis já foram apreendidos, enquanto dois continuam foragidos. A polícia segue realizando buscas para localizá-los.

Investigação sobre os vídeos

Além da violência em si, a Polícia Civil também apura a circulação dos vídeos do crime. Armazenar, compartilhar ou comercializar esse tipo de conteúdo é crime e pode levar à responsabilização criminal de quem estiver envolvido. A família da vítima afirma estar extremamente abalada e revoltada com o ocorrido e cobra que todos os responsáveis sejam punidos. A TV Globo não conseguiu localizar as defesas dos menores.

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