Médico reage a prisão e atira contra PM em operação contra atestados falsos em SC
Médico atira contra PM em operação contra atestados falsos em SC

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Santa Catarina desarticulou um esquema de emissão de atestados médicos falsos para garantir a prisão domiciliar de detentos do Complexo Prisional de Itajaí. Entre os alvos estava o gastroenterologista Marcelo Marques Costa, que reagiu à abordagem policial efetuando disparos contra um militar. O policial sobreviveu e passa bem.

Detalhes da operação

Na terça-feira (6), além do médico, foram presos um detento cujo nome não foi divulgado, a advogada Amanda Letícia Moraes Cunha e a secretária Juliete Francisco. As investigações apontam que o grupo atuava em conluio para viabilizar a prisão domiciliar de criminosos, incluindo lideranças de facções. O esquema envolvia a fabricação de documentos que simulavam comorbidades graves e inexistentes para fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina (CRM), o médico atua em Camboriú, cidade onde foi detido em sua residência. Formado pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) em 1998, ele está com a situação regular no conselho. O CRM informou que irá apurar a conduta ética do profissional. Já a defesa do médico afirmou que ainda não teve acesso aos autos e busca a íntegra da acusação para se manifestar.

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Papéis dos envolvidos

A advogada Amanda Letícia Moraes Cunha, cadastrada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com endereço em Camboriú, é apontada como intermediária entre os criminosos e o médico, além de protocolar os pedidos de prisão domiciliar baseados nos atestados fraudulentos. A OAB/SC afirmou que acompanha os desdobramentos da operação denominada “Efeito Colateral” e que, se os fatos forem confirmados, instaurará processo disciplinar que pode resultar na exclusão da profissional.

A defesa da advogada informou que está à disposição da Justiça e colaborando com as autoridades, destacando que é precoce qualquer conclusão sobre os fatos. Já a defesa da secretária Juliete Francisco alegou que ela não tinha envolvimento na emissão de documentos médicos, limitando-se a funções administrativas, e que tomará medidas para comprovar sua inocência.

Resultados da operação

Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná. Os agentes apreenderam mais de R$ 100 mil em espécie, armas e documentos, além de arquivos com imagens de atestados, exames e receituários que indicam as fraudes. Segundo o Gaeco, as lideranças criminosas beneficiadas pelo esquema frequentemente rompem a tornozeleira eletrônica e se tornam foragidos.

O Ministério Público, responsável pelo Gaeco, detalhou que a secretária presa negociava os valores e agendava as consultas com os presos. A operação continua em andamento, e as investigações visam desmantelar completamente a rede de corrupção que ameaça a segurança pública.

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