Operação investiga prefeito de Tupã por suspeita de lavagem de dinheiro
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em seis endereços ligados ao prefeito de Tupã (SP), Renan Victor Pontelli (PSDB), incluindo sua residência e a sede de sua empresa. A operação, realizada na última sexta-feira (16), faz parte de uma investigação que apura possível envolvimento em lavagem de dinheiro, no contexto de um caso de tráfico de drogas que tem como investigado principal Maurivan Giglio de Lima.
Entenda a investigação
De acordo com documentos judiciais obtidos pelo g1, a investigação aponta que a empresa do prefeito, a Reprise Formaturas, teria realizado transações financeiras com Maurivan Giglio de Lima, preso por tráfico de drogas em 2024. Em nota, a assessoria do prefeito afirmou que o homem preso trabalhava como intermediário entre a empresa e os clientes e que, por isso, em 2023, recebeu três pagamentos via Pix da Reprise Formaturas.
Decisão judicial e diligências
O juiz Fábio José Vasconcelos deferiu os mandados com base em manifestação do Ministério Público e da Polícia Civil, determinando que as diligências fossem cumpridas de forma simultânea, coordenada e sigilosa. Durante a operação, o celular do prefeito foi apreendido por cerca de duas horas para averiguação e, em seguida, devolvido.
O Ministério Público e a Polícia Civil informaram que não vão se manifestar sobre o caso, que corre em segredo de justiça. O processo corre na 2ª Vara Criminal do Foro de Tupã e foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de São Paulo por conta da prerrogativa de foro do prefeito.
O g1 tenta contato com a defesa de Maurivan Giglio de Lima, mas não havia conseguido até a última atualização desta reportagem.
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