Um major da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) está sendo investigado por assédio sexual e abuso de autoridade contra uma cabo da corporação. O caso ocorreu nas dependências da PM, entre 2023 e 2025, no Distrito Federal. A Corregedoria da PM abriu um inquérito após solicitação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O documento foi publicado em 5 de janeiro e obtido pela TV Globo nesta sexta-feira (24). As investigações correm em sigilo.
Detalhes da denúncia
De acordo com o MPDFT, a vítima compareceu pessoalmente à instituição para denunciar o caso. O investigado é o major Diego dos Santos, lotado no Departamento de Controle e Correição (DCC) da PM. A reportagem tenta contato com ele. Em nota, a PMDF afirmou que, ao tomar conhecimento da denúncia, a Corregedoria instaurou imediatamente o inquérito policial e requisitou à Diretoria de Pessoal Militar (DPM) a movimentação cautelar de todos os envolvidos, para assegurar a imparcialidade na apuração dos fatos.
O que diz o inquérito
Segundo o inquérito, os eventos teriam ocorrido em datas diversas, entre 15 de dezembro de 2023 e julho de 2025, nas dependências do DCC. À época, a cabo era lotada no mesmo departamento e subordinada ao major. O documento relata que o major passou a adotar condutas de cunho sexual e constrangedor após uma confraternização em dezembro de 2023, insistindo para acompanhá-la até sua residência e fazendo comentários impróprios, que continuaram no ambiente de trabalho.
A cabo relatou que, após iniciar um relacionamento com outro subordinado do major, sofreu retaliações funcionais. Em agosto de 2024, o major também a acusou de indisciplina após ela questionar uma abordagem irregular e perigosa. A policial afirma temer perseguição institucional e acreditar que estaria sendo alvo de retaliações.
Prazo da investigação
De acordo com o documento de abertura do inquérito, a investigação contra o major deve ser finalizada em 21 de junho deste ano.
Posicionamento da PMDF
A PMDF informou que, ao tomar conhecimento da denúncia, a Corregedoria instaurou imediatamente o devido inquérito policial e requisitou à Diretoria de Pessoal Militar (DPM) a movimentação cautelar de todos os envolvidos, a fim de assegurar a imparcialidade na apuração dos fatos. A medida está alinhada aos procedimentos adotados em apurações internas, que visam garantir rigor técnico, transparência e respeito aos princípios legais durante a condução dos processos investigativos. A Polícia Militar do Distrito Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a plena apuração de quaisquer fatos que demandem verificação, adotando todas as providências necessárias para o esclarecimento das circunstâncias apresentadas.
Posicionamento do MPDFT
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou que a suposta vítima compareceu pessoalmente à instituição e apresentou notícia de fato. Diante disso, o MPDFT requisitou a instauração de inquérito policial militar. As investigações correm sob sigilo, com o acompanhamento do Ministério Público.



