Juíza morre após coleta de óvulos em Mogi das Cruzes; caso é investigado
Juíza morre após coleta de óvulos em Mogi das Cruzes

A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, faleceu na manhã desta quarta-feira (6) em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, devido a complicações decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro (FIV). A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

Detalhes do ocorrido

Segundo o boletim de ocorrência, o procedimento foi realizado na manhã de segunda-feira (4) na clínica Invitro Reprodução Assistida. A reportagem tentou contato com a clínica nesta quinta-feira (7) por telefone, WhatsApp e e-mail, mas não obteve resposta até a publicação.

De acordo com o relato de Marilza Francisco, mãe da vítima, ao chegar em casa naquela manhã, a juíza começou a gritar de dor e a sentir muito frio. Ela foi levada de volta à clínica, onde foi constatada uma hemorragia vaginal e realizada uma sutura. O médico que a atendeu orientou que ela fosse encaminhada a um hospital.

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A juíza foi então levada para uma maternidade em Mogi das Cruzes, onde ficou internada na UTI. Na noite de terça-feira (5), passou por uma cirurgia, mas sofreu duas paradas cardiorrespiratórias na madrugada de quarta. Apesar das manobras de reanimação, não resistiu e faleceu pela manhã.

Trajetória e homenagens

Mariana era natural de Niterói (RJ) e desde 2023 atuava como juíza em Sapiranga, na região metropolitana de Porto Alegre. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decretou luto oficial de três dias. Em nota, servidores do tribunal manifestaram pesar pela morte da magistrada.

A juíza-corregedora Viviane Castaldello Busatto, responsável pela Comarca de Sapiranga, destacou o trabalho da colega: "Com profunda tristeza nos despedimos da magistrada Mariana Francisco Ferreira, colega que marcou sua passagem pelo TJ-RS pelo zelo na apreciação das causas, pelo comprometimento com a efetividade das decisões e pelo entusiasmo e sensibilidade no exercício de suas funções."

Investigação em andamento

O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que foram solicitados exames ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal.

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