Justiça mantém prisão de MC Ryan SP e outros influenciadores em esquema bilionário
Justiça mantém prisão de MC Ryan SP e influenciadores

A Justiça Federal de Santos determinou a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e outros 34 investigados, incluindo influenciadores digitais, por suspeita de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada após solicitação da Polícia Federal (PF) e ocorreu no mesmo dia em que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido habeas corpus ao grupo.

Transferência de MC Ryan SP

O funkeiro MC Ryan SP foi transferido na quinta-feira (30) do Centro de Detenção Provisória (CDP) Belém, na Zona Leste de São Paulo, para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior do estado. A informação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Ele é um dos principais alvos da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.

Investigação da Polícia Federal

Segundo a PF, o grupo é suspeito de movimentar valores por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior. A operação teve início com a análise de arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante operações anteriores, a Narco Bet e a Narco Vela.

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A PF apontou risco de continuidade das atividades criminosas e possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados. A medida cautelar foi considerada necessária para garantir a ordem pública, diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos.

Papel dos investigados

De acordo com a decisão judicial, MC Ryan SP foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da engrenagem. Ele usava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais. Já MC Poze do Rodo aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais e apostas ilegais.

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, é apontado como operador de mídia da organização, recebendo valores para divulgar conteúdos favoráveis ao cantor e promover plataformas de apostas. Outros influenciadores, como Chrys Dias, também são investigados por financiamento e divulgação de rifas digitais.

Apreensões e bloqueios

Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, relógios, joias, armas, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Um dos itens que mais chamou atenção foi um colar com a imagem de Pablo Escobar dentro do mapa do estado de São Paulo, encontrado na casa de MC Ryan SP. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até R$ 1,63 bilhão, além do bloqueio de criptomoedas em corretoras como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase.

Defesas

A defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso aos autos, que correm sob sigilo, mas declarou que todas as transações financeiras do cantor são lícitas e possuem origem comprovada. Já a defesa de MC Poze do Rodo disse desconhecer o teor do mandado de prisão e afirmou que vai se manifestar na Justiça assim que tiver acesso ao processo.

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