Juiz absolve Jamil Name Filho e mais três da acusação de obstrução de Justiça
Juiz absolve Jamil Name Filho e mais três em MS

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, absolveu o empresário Jamil Name Filho da acusação de obstrução de Justiça. Além dele, foram absolvidos Cinthya Name Belli, prima de Jamilzinho; Marcelo Rios, ex-guarda civil metropolitano já condenado em outros processos ligados à Operação Omertá; e Vladenilson Daniel, que também possui condenações relacionadas ao caso.

O grupo havia sido denunciado por supostamente planejar atentados contra autoridades envolvidas na Operação Omertà. A defesa informou que não se manifestará publicamente porque o processo corre em segredo de Justiça.

Suposto plano encontrado em presídio

O Ministério Público Estadual baseou a denúncia em um suposto plano para matar um promotor de Justiça e um delegado que atuaram nas investigações contra o grupo em Mato Grosso do Sul. Segundo a acusação, o material foi encontrado em um pedaço de papel higiênico dentro de uma cela do presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O documento teria sido localizado por agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em celas do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ocupadas por Jamil Name e seu filho, Jamil Name Filho. Os dois são acusados de chefiar um grupo ligado ao jogo do bicho no estado.

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Operação e investigação

O papel com as anotações foi encontrado em fevereiro e levou à segunda fase da Operação Omertà, em março de 2020. Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso do Sul e também em João Pessoa, na Paraíba. As anotações citavam a Operação Omertà e traziam a ordem de matar um delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que atuaram nas investigações que prenderam a cúpula do grupo em 2019. Também havia ordens para que dois advogados fossem responsáveis por repassar a determinação dos atentados a dois integrantes do grupo. Outro trecho indicava que “Jamil” determinava que “Marcelo”, identificado como Marcelo Rios, assumisse as acusações para proteger ele e o pai. No texto, também era mencionada uma recompensa de R$ 100 mil.

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