Irmã e cunhado condenados por assassinato de comerciante em disputa de herança
Irmã e cunhado condenados por assassinato em disputa de herança

O Tribunal do Júri de Natal condenou seis pessoas pelo assassinato da comerciante Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, de 22 anos, ocorrido em maio de 2021. A sentença foi proferida na madrugada desta quinta-feira (30), encerrando um julgamento que começou na segunda-feira (27) no Fórum Miguel Seabra Fagundes, na capital potiguar. Entre os condenados estão a irmã da vítima, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, e o cunhado Luciano Cabral de Souza, apontados como mandantes do crime.

Motivação e detalhes do crime

Segundo as investigações da Polícia Civil, o homicídio foi motivado por uma disputa pela herança deixada pelos pais de Pollyana e Paloma. Pollyana era filha adotiva. O crime aconteceu no dia 18 de maio de 2021, em uma loja de material de construção na Avenida Boa Sorte, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal. Testemunhas relataram que dois criminosos chegaram em uma moto por volta das 10h30, mandaram os funcionários saírem, levaram a vítima para os fundos do estabelecimento e a executaram com um tiro na nuca, fugindo em seguida.

Penas impostas

Os réus foram condenados por homicídio qualificado, com penas que variam de 14 a 16 anos de prisão. Confira as sentenças:

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  • Paloma Nataluska Costa de Medeiros (irmã da vítima, mandante): 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • Luciano Cabral de Souza (cunhado, mandante): 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • Josivan Pereira da Silva (sargento da PM que contratou os assassinos): 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • Alcivan Bernardo da Silva (piloto da moto usada no crime): 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • João Paulo Rocha (garupa e autor dos disparos): 14 anos e 3 meses de reclusão.
  • Orklithye Mayklie Moronel Matias de Oliveira (proprietário da moto): 14 anos e 3 meses de reclusão.

Todos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.

Reações e recursos

A defesa do casal Paloma e Luciano afirmou que vai recorrer da decisão, buscando a anulação do júri. A Inter TV Cabugi não conseguiu contato com as defesas dos demais condenados. O crime foi investigado pela Operação Off Road, da Polícia Civil, e os réus chegaram a ser presos durante as investigações, mas respondiam em liberdade. O julgamento havia sido iniciado em outubro de 2025, mas foi suspenso devido a problemas de saúde de um jurado, o que levou à dissolução do Conselho de Sentença e à realização de uma nova sessão a partir de 27 de janeiro de 2025.

Impacto e justiça

O caso chocou a comunidade local pela frieza e pela motivação familiar. A condenação dos seis envolvidos representa um passo importante para a justiça, embora as defesas já anunciem recursos. O Ministério Público do Rio Grande do Norte, que fez a denúncia, acompanha o desfecho do processo.

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