Homem indiciado por esfaquear judeus em Londres é acusado de terrorismo
Indiciado por esfaquear judeus em Londres é acusado de terrorismo

Ataque a judeus em Londres: suspeito indiciado por tentativa de homicídio

A polícia do Reino Unido anunciou nesta sexta-feira (1º) o indiciamento de um homem que esfaqueou duas pessoas em Golders Green, bairro ao noroeste de Londres com grande população judaica. Suleiman, 45, cidadão britânico nascido na Somália, foi acusado por três tentativas de homicídio e posse de objeto cortante em local público.

Detalhes do ataque

Duas das acusações de tentativa de homicídio se referem aos ataques contra Norman Shine, 76, e Shloime Rand, 34, ocorridos na quarta-feira (29), em Golders Green. As vítimas sofreram ferimentos no pescoço e perfurações no pulmão, respectivamente, mas estão em condições estáveis. A polícia britânica classificou o ato como terrorista.

Rand estava em uma sinagoga e vestia "roupas tradicionais associadas a um judeu ortodoxo" quando Suleiman teria corrido em sua direção e o esfaqueado, segundo a promotora Emma Harraway. Em seguida, o suspeito teria atacado Shine, que também usava trajes judaicos tradicionais, em um ponto de ônibus.

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A terceira denúncia está relacionada a um incidente ocorrido no sul de Londres no mesmo dia, antes dos ataques em Golders Green, quando Suleiman teria ido à casa de um homem e tentado esfaqueá-lo, conforme Harraway. O suspeito também tentou atingir policiais e possui "antecedentes de violência grave e problemas psicológicos", disse o chefe da polícia londrina, Mark Rowley, na quarta-feira, após o ataque.

Procedimentos legais

Nesta sexta-feira, Suleiman compareceu ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, e falou apenas para confirmar seu nome e data de nascimento, sem se declarar sobre as acusações. O tribunal foi informado pela promotoria que seu endereço seria uma unidade de saúde mental no sul da capital britânica. O homem permanecerá sob custódia até a próxima audiência, marcada para 15 de maio.

Reações do governo

Na quinta-feira (30), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prometeu reforçar a segurança dos judeus, e o Ministério do Interior elevou o nível de ameaça terrorista do país para "grave", o segundo mais alto em um sistema de cinco patamares. Isso significa que outro ataque "é muito provável nos próximos seis meses".

Cerca de 30 pessoas foram presas recentemente em investigações sobre incêndios contra locais ligados à comunidade judaica em Londres. Um grupo até agora pouco conhecido, o Hayi (Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya), classificado como pró-Irã, reivindicou vários desses incidentes, assim como outros ocorridos na Europa. Na quarta-feira, o Hayi elogiou o ataque com faca em Golders Green e o atribuiu a seus "lobos solitários".

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