Golpe milionário com documentos falsos de servidores tem chefe foragido
Golpe milionário com documentos falsos de servidores

Esquema criminoso movimentou mais de R$ 1 milhão

Thiago Antonio de Oliveira Rita, conhecido como “TH”, é apontado pela polícia como o líder de um grupo criminoso que obteve mais de R$ 1 milhão por meio de golpes. A quadrilha utilizava um esquema sofisticado para abrir contas bancárias fraudulentas, solicitar cartões de crédito e empréstimos, tendo como alvo principal servidores públicos de diversos estados brasileiros.

Três suspeitos presos em Fortaleza

Na terça-feira (5), um trio suspeito de integrar o esquema foi preso em Fortaleza. Os detidos são Lucas Vitor Costa Fontenele, de 25 anos; Amanda Rafaela Santos Coutinho, de 27 anos; e Rodrigo Matheus Muniz da Silva, de 30 anos. A defesa deles não foi localizada até o momento. Thiago Antonio segue foragido, com dois mandados de prisão em aberto em Fortaleza e Porto Alegre. Ele é apontado como membro da facção Comando Vermelho (CV) e reside no Rio de Janeiro, conforme as investigações.

Como funcionava o golpe

De acordo com o inquérito policial, “TH” era responsável por fornecer celulares com o E-GOV já desbloqueado, CNHs Digitais, contracheques e outros documentos necessários para a abertura das contas fraudulentas. Ele indicava em quais agências bancárias as vítimas não possuíam contas, orientando os comparsas a comparecerem a essas unidades para realizar os cadastros falsos. O líder ficava com 50% dos valores obtidos. Thiago e Rodrigo se conheceram quando ambos moravam em Brasília.

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Vítimas em cinco estados

O grupo fez vítimas em pelo menos cinco unidades da federação: Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Os criminosos buscavam documentos de mulheres, preferencialmente com características físicas semelhantes às de Amanda. Há indícios de participação de outras mulheres no esquema.

A quadrilha se dividia em três funções: um integrante recrutava mulheres para abrir as contas; outro fazia contato com o chefe, que entregava celulares com acesso ao Gov.br e documentos falsos; e as mulheres iam às agências bancárias para efetivar as fraudes.

Amanda afirmou que foi chamada para participar do esquema em meados de 2025. A primeira conta fraudulenta foi aberta em Piripiri, no Piauí. No momento da prisão, o trio confessou os crimes e declarou ter feito mais de dez vítimas.

Golpes de milhares de reais

Em um dos golpes, a quadrilha obteve CNH, comprovantes de endereço e de renda de uma mulher, contratando um crédito consignado de R$ 39,1 mil, em 70 parcelas de R$ 1.517,87. Em outro caso, conseguiram os mesmos documentos de outra vítima e solicitaram dois cartões de crédito, realizando duas compras de R$ 990 cada.

Os valores obtidos eram divididos: metade para o chefe e a outra metade entre Lucas, Rodrigo e Amanda.

Prisão em flagrante

O trio foi abordado em uma agência bancária na Avenida Bezerra de Menezes, bairro São Gerardo, no dia 27 de abril. Rodrigo Matheus já respondia por estelionato em Goiás e no Distrito Federal. A Polícia Civil informou que a atuação dos criminosos era focada em fraudes financeiras contra servidores públicos. A prisão dos três foi convertida em preventiva. Foram apreendidos cartões de crédito, documentos de abertura de contas e celulares. O trio foi autuado em flagrante por furto, associação criminosa e falsidade ideológica.

Integrante condenado

Em janeiro deste ano, um homem de 43 anos foi condenado por invasão de dispositivo informático. As investigações apontaram que ele também integrava o grupo criminoso interestadual, tendo sido preso em uma ação da Polícia Federal.

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